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26.10.26

Eberhard Weber - "Résumé"


Eberhard Weber
"Résumé"
ECM Records
2012

Eberhard Weber - double-bass, synthesizer.
Jan Garbarek - soprano saxophone, tenor saxophone, flute.
Michel DiPasqua - drums, percussion.


Penúltimo trabalho de Eberhard Weber que em "Résumé" recupera diversos solos feitos em concertos aos quais juntou posteriormente no estúdio de gravação as contribuições do baterista Michel DiPasqua e do saxofonista Jan Garbarek, com quem tocou ao longo dos anos. Recorde-se que o contrabaixista alemão teve um problema de saúde que o deixou um dos lados do seu corpo paralizado, impedindo de tocar o seu instrumento favorito, o célebre contrabaixo criado especialmente para si, surgindo aqui a usar o sintetizador.

"Résumé" termina por se transformar num brilhante trabalho discográfico fruto da força de vontade de um músico extraordinário e compositor incontornável na história do jazz!

12.10.26

Arild Andersen - "Live At Belleville"


Arild Andersen
"Live At Belleville"
ECM Records
2008

Arild Andersen - double bass, electronics
Tommy Smith - tenor saxophone
Paolo Vinaccia - drums

Registo de diversas actuações do trio de Arild Andersen com a habitual qualidade de produção da ECM Records de Manfred Eicher, recorde-se que Arild Andersen é um dos músicos "fundadores" da editora.

10.10.26

Keith Jarrett Trio - "Changeless"


Keith Jarrett Trio
"Changeless"
ECM Records
1989

Keith Jarrett - piano
Gary Peacock - bass
Jack DeJohnette - drums

Este álbum do Keith Jarrett Trio reúne quatro temas assinados pelo próprio compositor e retirados de concertos realizados durante a digressão americana do trio em Outubro de 1987:

- Denver - (14 Out 1987)
- Dallas - (11 Out 1987)
- Lexington - (8 Out 1987)
- Houston - (12 Out 1987)

Inicia-se assim com este álbum as célebres improvisações em trio que irão celebrizar o denominado Trio Standards composto por Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack e Johnette. Recorde-se que Keith Jarrett e Jack DeJohnette tocaram juntos durante alguns anos no quarteto de Charles Lloyd.

A capa do álbum reproduz uma pintura da autoria de Gyokusei Jikihara. A produção do álbum "Changeless" pertenceu, uma vez mais, a Manfred Eicher.

8.10.26

Annette Peacock - "An Acrobat's Heart"


Annette Peacock
"An Acrobat's Heart"
ECM Records
2000

Annette Peacock - vocals, piano, composer, music.
Cikada String Quartet

Uma pérola musical única! A bela voz de Annette Peacock acompanhada por um quarteto de cordas revela-se um momento sublime, como reconheceu o produtor Manfred Eicher, com breves incursões pelo piano.

6.10.26

Keith Jarrett / Gary Peacock / Jack DeJohnette - "Changes"


Keith Jarrett / Gary Peacock / Jack DeJohnette
"Changes"
ECM Records
1984

A existência do tema "Prism" a fechar o álbum "Changes" revela-se a pérola deste trio! Recorde-se que o célebre quarteto nórdico de Keith Jarrett com Jan Garbarek registou em disco a gravação deste tema.

4.10.26

Arild Andersen - "A Molde Concert"


Arild Andersen
"A Molde Concert"
ECM Records
1982

Arild Andersen - bass
Bill Frisell - guitar
John Taylor - piano
Alphonse Mouzon - drums

Arild Andersen em quarteto com uma formação em que é inevitável destacar o guitarrista Bill Frisell e o pianista John Taylor, que infelizmente já nos deixou. Estamos perante um dos melhores concertos de jazz que nos foi oferecido pela editora ECM Records, com a habitual qualidade da sua produção.

2.10.26

Barre Phillips - “Mountainscapes”


Barre Phillips
“Mountainscapes”
ECM Record
1976

Barre Phillips – bass.
John Surman – baritino saxophone, soprano saxophone, bass clarinet, synthesizer.
Dieter Feichtner – synthesizer.
Stu Martin – drums, synthesizer.
John Abercrombie – guitar.

1 – I – 5:53
2 – II - 2:43
3 – III – 4:21
4 – IV – 4:25
5 – V – 4:50
6 – VI – 4:33
7 – VII – 3:21
8 – VIII – 7:12

Possivelmente o mais fascinante trabalho discográfico do contrabaixista Barre Phillips que, ao longo das décadas, tem viajado no interior do jazz contemporâneo, oferecendo-nos sempre o seu enorme talento e surpreendendo o ouvinte com os caminhos escolhidos para implementar a sua Arte.

Gravado em Março de 1976 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Design de Frieder Grindler. Produzido por Manfred Eicher. Todas as composições são da autoria de Barre Phillips/John Surman/Dieter Feichtner/Stu Martin. O guitarrista John Abercrombie apenas toca no tema 8, que encerra o álbum “Mountainscapes”.

30.9.26

Arild Andersen - "Green in Blue - Early Quartets"


Arild Andersen
"Green in Blue - Early Quartets"
ECM Records
2010

Esta cd Box da série "Old & New Masters Edition" da ECM Records, que é disponibilizada a um valor bem convidativo reúne os álbuns: "Clouds in My Head", "Shimri" e Green Shading into Blue", do Arild Andersen Quartet.

28.9.26

Barre Phillips - “Journal Violone II”


Barre Phillips
“Journal Violone II”
ECM Records
1980

Barre Phillips – bass.
John Surman – soprano saxophone, baritone saxophone, bass clarinet, synthesizer.
Anna Kemanis – voice.

1 – Part I – 7:03
2 – Part II – 6:18
3 – Part III – 5:02
4 – Part IV – 6:45
5 – Part V (To Aquirax Aida) – 3:27
6 – Part VI – 11:03

O álbum “Journal Violone” (o primeiro volume) foi gravado em Novembro de 1968, em solo absoluto por Barre Phillips, encontrando-se dividido em duas partes, sendo o local escolhido para a gravação a Parishs Church of St. James’Norlands, tendo surgido no mercado discográfico com o selo da etiqueta “Opus One”.

Uma década depois já com um produtor como Manfred Eicher a cuidar do seu trabalho discográfico, Barre Phillips atira-se à aventura de gravar o segundo volume deste Diário, com excelentes resultados. Será sempre curioso numa audição compararem os dois álbuns e verificarem a evolução da escrita musical de Barre Phillips.

Gravado em Junho de 1979 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Layout de Barbara Wojirsch. Pintura reproduzida na capa: “Les Violoncelleux” – R. Balestra. Fotografia de Gérard Ansellem. Produção de Manfred Eicher. Todos os temas foram compostos por Barre Phillips.

24.9.26

Keith Jarrett - "Facing You"


Keith Jarrett
"Facing You"
ECM Records
1972

Keith Jarrett – Piano.

1 – In Front – 10:05
2 – Ritooria – 5:50
3 – Lalene – 8:29
4 – My Lady, My Child – 7:17
5 – Landscape For Future Earth – 3:29
6 – Starbright – 5:01
7 – Vapallia – 3:51
8 – Semblance – 3:00

Quando Keith Jarrett se encontrou com o produtor alemão Manfred Eicher, à entrada da porta do Estúdio de gravação, este último disse-lhe que aquele espaço era dele e que poderia ali criar em inteira liberdade e assim, nesse dia 10 de Novembro de 1971, Keith Jarrett atacou o tema “In Front”, que nos irá revelar desde logo a fórmula do futuro do pianista nos seus célebres concertos em piano solo. Aliás, basta escutarem os dez minutos do tema de abertura do álbum “Facing You”, para verificarem as cambiantes deste delicioso tema que navega pelos mais diversos oceanos, terminando numa nascente. Depois temos sete pérolas que nos revelam desde logo toda a genialidade do pianista.

O álbum “Facing You” dá início à mais frutuosa colaboração e amizade entre um músico e o seu produtor. Keith Jarrett gravou até hoje mais de uma centena de álbuns produzidos por Manfred Eicher.

Gravado a 10 de Novembro de 1971 no Arne Bendiksen Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug e Produzido por Manfred Eicher. Fotografia de Danny Michael e Design de B & B Wojirsch. Todos os temas são da autoria de Keith Jarrett.

20.9.26

Kenny Wheeler - “Around 6”


Kenny Wheeler
“Around 6”
ECM Records
1980

Kenny Wheeler – trumpet, flugelhorn.
Evan Parker – soprano saxophone, tenor saxophone.
Eje Thelin – trombone.
Tom Van Der Geld – vibraphone.
J. F. Jenny-Clark – bass.
Edward Vesala – drums.

1 – Mai We Go Round – 10:32
2 – Solo One – 3:33
3 – May Ride – 7:27
4 – Follow Down – 11:38
5 . Riverun – 7:36
6 – Lost Woltz – 5:23

Após dez anos de gravações, percorrendo as mais diversas estradas, descobrimos o canadiano Kenny Wheeler a obter a síntese perfeita da sua jornada através dessa estrada longa, sobre a qual um dia Walt Whitman escreveu um dos seus mais belos poemas. "Around 6" revela-nos uma formação bem diferente do habitual, composta por músicos oriundos das mais diversas vertentes do universo do jazz, mas que aqui nos oferecem uma unidade perfeita e a uma só voz, desbravando esse enorme território musical que sempre habitou as composições do genial Kenny Wheeler, que infelizmente nos deixou em 2014, abatendo-se um silêncio ensurdecedor sobre este longo espólio musical que nos deixou.

Vale a pena descobrirem este fabuloso músico e compositor e depois interrogarem-se porque razão os meios de comunicação social se esquecem de homens desta envergadura.

Gravado em Agosto de 1979 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Design de Dieter Rehm. Fotografia da capa do álbum de Christian Vogt. Fotografia de Signe Mahler. Produção de Manfred Eicher. Todos os temas foram compostos por Kenny Wheeler.

18.9.26

David Holland / Derek Bailey -“Improvisations for Cello and Guitar”


David Holland / Derek Bailey
“Improvisations for Cello and Guitar”
ECM Records
1971

David Holland – cello
Derek Bailey – guitar

1 – Improvised Piece III – 20:04
2 – Improvised Piece IV – 8:16
3 – Improvised Piece V – 10:08

A ECM Records dava os seus primeiros passos pela mão de Manfred Eicher e sendo ele também um músico, recordo que o seu instrumento de eleição era o contrabaixo, assim como as suas afinidades com a corrente do free-jazz que tinha nesta época os seus anos de glória, foi com naturalidade que surgiu a edição deste álbum da dupla Dave Holland e Derek Bailey, que bem merece ser redescoberto neste século XXI.

Álbum registado ao vivo no Little Theaer’s Club, London em Janeiro de 1971 e Produzido por Manfred Eicher, com gravura da capa de de David Holland e Layout Design de B & B Wojirsch. As composições são da dupla Dave Holland/Derek Bailey.

O álbum de vinil oferece na contracapa um poema de E. E. Cummings.

16.9.26

Dave Liebman - “Drum Ode”


Dave Liebman
“Drum Ode”
ECM Records
1975

Dave Liebman – soprano saxophone, tenor saxophone, alto flute.
Richard Beirach – electric piano.
John Abercrombie – electric guitar, acoustic guitar.
Bob Moses – drums.
Barry Altschul – percussion.
Collin Walcott – tabla.
Gene Perla – electric guitar, acoustic guitar
Jeff Williams – drums.
Potato Valdez – congas, electric congas.
Steve Satten – percussion.
Ray Armando – bongos, percussion.
Eleana Sternberg – voice.

1 – Goli Dance (Tema Tradicional)– 0:34
2 – Loft Dance (Dave Liebman) – 9:18
3 – Oasis (Dave Liebman/Eleana Steinberg) – 5:29
4 – The Call (Dave Liebman) – 4:42
5 – Your Lady (Dave Liebman) – 6:37
6 – The Iguana’s Ritual (Dave Liebman) – 10:34
7 – Satya Dhwani (true sound) (Dave Liebman) – 6:22

O quinto álbum da discografia de David Liebman revela-nos a magia deste saxofonista e flautista que, em "Drum Ode", nos oferece um dos seus mais complexos e brilhantes álbuns, onde diversos ritmos se cruzam e fundem num esplendor perfeito.

Gravado em Maio de 1974 no Record Plant, New York, por Jay Messina e misturado por Martin Weland. Produzido por Manfred Eicher. A edição em vinil teve capa da autoria de Eugene Gregan e fotografia de Malcolm Natale, enquanto a edição em cd teve capa de autoria de Sascha Kleis.

14.9.26

Gavin Bryars - "Three Viennese Dancers"


Gavin Bryars
"Three Viennese Dancers"
ECM Records
1986

Arditti String Quartet
-Irvine Arditti - Violin
- Alexander Balanescu - Violin
- Levine Andrade - Viola
- Rohan de Saran - Cello

Pascal Pongy - French Horn
Charles Fullbrook - Percussion
Gavin Bryars - Percusion


Escutei recentemente, pela primeira vez, este cd de Gavin Bryars e confesso que fiquei maravilhado. Trata-se da primeira gravação do compositor britânico para a ECM Records New Series criada por Manfred Eicher.

Mas antes convém contar a história de como nasceu este selo da ECM dedicado à música erudita. caso gostem deste termo. Manfred Eicher o produtor e fundador da editora escutou um dia o compositor estoniano Arvo Part, que ao longa da sua vida, teve inúmeras dificuldades com o poder soviético e decidiu criar a ECM Records New Series para gravar a sua música, já que o catálogo ECM Records era bem diferente, como alguns sabem, e embora o primeiro álbum a surgir pertencesse a Steve Reich, o futuro iria pertencer a Arvo Part, mas também a um conjunto de intérpretes e compositores das mais variadas tendências e origens musicais e assim em 1986 surgia Gavin Bryars a gravar este fabuloso "Three Viennes Dancers".

Mas como estes posts tratam das memórias de Mr. Vertigo a pedido da senhora "cá de casa" convém referir que o responsável pelo meu encontro com a música de Gavin Bryars foi Alexander Balanescu. que um dia vi tocar ao vivo no Ensembe de Michael Nyman, mas que já conhecia após, como muitos outros, ter visto o filme "O Contrato" / "The Draughtsman's Contract" de Peter Greenaway, no cinema Quarteto, no dia seguinte muitos andaram à procura da banda sonora do filme. E seria na discoteca do C.C. Roma que viria a descobrir "After The Requiem" de Gavin Bryars com o Alexander Balanescu e de imediato fiquei seduzido por aquela música. Recordo que no século passado se podia ouvir tranquilamente os discos nas lojas.

Mais tarde descobri os trabalhos discográficos da editora Obscure Records de Brian Eno, por causa de Harold Budd e lá estava o Gavin Bryars e assim passei a seguir o rasto musical deste compositor britânico que neste "Three Viennese Dancers" conta com a participação do Arditti String Quartet (o Balanescu fazia parte do célebre quarteto de cordas) e ainda de Pascal Pongy e Charles Fullbrook.

12.9.26

Charlie Haden / Jan Garbarek / Egberto Gismonti - “Mágico”


Charlie Haden / Jan Garbarek / Egberto Gismonti
“Mágico”
ECM Records
1980

Charlie Haden – bass.
Jan Garbarek – saxophones.
Egberto Gismonti – guitars, piano.

1 – Bailarina (P. Reis / G. E. Carneiro) – 14:23
2 – Mágico (Egberto Gismonti) – 7:41
3 – Silence (Charlie Haden) – 10:11
4 – Spor (Jan Garbarek) – 6:05
5 – Palhaço (Egberto Gismonti) – 5:00


Um trio constituído por um norte-americano, um norueguês e um brasileiro só poderia originar algo de Mágico e será precisamente com este nome que irá ficar conhecido na gíria musical este trio de jazz, onde o violão, o piano, o contrabaixo e o saxofone fazem as honras da casa.

Na época em que foi editado este trabalho discográfico intitulado “Mágico”, Egberto Gismonti tinha gravado em terras brasileiras para a etiqueta Odeon, o álbum “Circense”, todo ele dedicado às gentes e ao universo do Circo, (que fez as minhas delicias de criança, no Coliseu dos Recreios e curiosamente será nesse mesmo local, que muitos anos depois irei assistir a um concerto deste trio), tendo recuperado três temas para incluir neste trabalho discográfico para a editora alemã ECM Records: “Bailarina”, “Mágico” e “Palhaço”.

Por outro lado Charlie Haden oferece-nos a mais bela versão de “Silence”, um tema incontornável do seu reportório, que foi gravado nos mais diversos formatos musicais ao longo das décadas. Já Jan Garbarek surge com um “Spor” repleto dessas tonalidades que caracterizaram a sua música, em que basta escutar alguns segundos e descobrimos de imediato o seu famoso timbre.

Recordo-me que quando assisti ao concerto destes três nomes incontornáveis do jazz, Jan Garbarek, já tinha dado por fim a sua colaboração com Keith Jarrett, no célebre quarteto europeu do pianista norte-americano, por divergências insanáveis, terminando por criar este trio de jazz incontornável, sendo sempre de referir que Gismonti e Garbarek já tinham tocado juntos no álbum “Sol do Meio-Dia” do brasileiro, tal como Nana Vasconcelos, que mais tarde irá fazer parte do famoso Jan Garbarek Group.

Aproveitamos para fazer uma sugestão comparativa de audições dos álbuns “Circense” e “Mágico”, nos três temas acima referidos, como um belo exercício sobre a liberdade que o jazz proporciona a quem o toca. Mas regresso a “Mágico” do trio Haden / Garbarek / Gismonti, para vos referir como é belo o diálogo estabelecido na segunda parte do tema “Bailarina” entre a guitarra de Gismonti e o contrabaixo de Haden, assim como no tema “Silence”, onde o piano de Gismonti e o contrabaixo de Haden, oferecem-nos momentos verdadeiramente contemplativos e maravilhosos do som do silêncio. Já o saxofone de Garbarek, sempre que surge, revela-se uma verdadeira força da natureza, pontuando a sua intervenção nos diversos temas deste fabuloso “Mágico”!

Gravado em Junho de 1979 no Talent Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Fotografia da capa do álbum de Herbert Wenn. Fotografia de Dag Alveng. Design de Barbara Wojirsch. Produção de Manfred Eicher. Em Novembro de 1979 este trio irá voltar a reunir-se no mesmo Estúdio para gravar o álbum “Folk Songs”.

10.9.26

Keith Jarrett - "Bourdeaux Concert"


Keith Jarrett
"Bourdeaux Concert"
ECM Records
2022

Estamos perante um registo intimista da última digressão de Keith Jarrett, datada do ano de 2016, que nos transporta até esse universo tão particular, que foi construindo ao longo dos anos, que fez do pianista norte-americano um nome incontornável no interior da música das últimas décadas.

2.9.26

Eberhard Weber - “Silent Feet”


Eberhard Weber
“Silent Feet”
ECM Records
1978

Eberhard Weber – bass.
Charlie Mariano – soprano saxophone, flutes.
Rainer Bruninghaus – piano, synthesizer.
John Marshall – drums.

1 – Seriously Deep – 17:48
2 – Silent Feet – 12:11
3 – Eyes That Can See In The Dark – 12:20

O quarteto “Colours”, liderado pelo contrabaixista Eberhard Weber, revelou-se pelo colorido das suas composições, respirando vivacidade por todas as notas e praticando uma musicalidade até então desconhecida nos anais do jazz, sendo inúmeros os registos do grupo ao vivo, que nos provam bem esse ambiente que era oferecido aos espectadores dos seus concertos.

Por outro lado, será sempre de referir que no primeiro álbum do grupo o baterista foi John Marshall, oriundo do célebre grupo de rock progressivo “Soft Machine”, passando mais tarde a bateria para Jon Christensen e se Eberhard Weber, compositor de todos os temas que escutamos, possui essa arte e som únicos, já os fraseados do piano e sintetizadores de Rainer Bruninghaus, sempre lhe fizeram uma óptima companhia, mas será a presença de Charlie Mariano, que irá marca decididamente o som desta inesquecível banda de jazz.

Todas as composições são da autoria de Eberhard Weber. A edição em vinil, quando foi lançada no mercado, oferecia um encarte de 4 páginas intitulado “Some More Colours”, com cinco trabalhos de Maja Weber, esposa de Eberhard Weber, feitos em guache e lápis.

Gravado em Novembro de 1977 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Lacquer Cut de Henry Riedel (Tonstudio Bauer). Capa e pinturas de Maja Weber. Layout Dieter Bonhorst. Fotografia de Roberto Masotti. Produção de Manfred Eicher.

31.8.26

Eberhard Weber - “Yellow Fields”


Eberhard Weber
“Yellow Fields”
ECM Records
1976

Eberhard Weber – Bass.
Charlie Mariano – Soprano Saxophone, Shenai, Nagaswaram.
Rainer Bruninghaus – Keyboards.
Jon Christensen – Drums.

1 – Touch – 4:59
2 – Sand-Glass . 15:31
3 – Yellow Fields – 10:04
4 – Left Lane – 13:37

Eberhard Weber e o seu quarteto “Colours” prosseguiam nesse ano de 1975 a sua aventura musical com a edição deste magnífico “Yellow Fields”, sendo de referir a saída do ex-membro dos Soft Machine, John Marshall, da banda, entrando para o seu lugar o baterista Jon Christensen. Por outro lado, será sempre de recordar em “Yellow Fields” a magia que os instrumentos shenai e o nagaswaran introduzem nos temas em que surgem tocados por Charlie Mariano, oferecendo-nos paisagens sonoras de uma enorme beleza.

Gravado em Setembro de 1975 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Capa do álbum de Maja Weber. Layout de Dieter Bonhorst. Fotografia de Gabi Winter. Produção de Manfred Eicher. Todos os temas são da autoria de Eberhard Weber.

25.8.26

Susanne Abbuehl - "April"


Susanne Abbuehl
"April"
ECM Records
2001

Susanne Abbuehl - voice.
Wolfert Brederode - piano, harmonium, melodica.
Christof May - clarinet, bass clarinet.
Samuel Rohrer - drums, percussion.


Uma das grandes novidades da linha musical da ECM Records com a passagem do século foi eliminar definitivamente qualquer tipo de barreira musical, para além de apostar cada vez mais na música contemporânea, através da sua etiqueta ECM New Series. Isto tudo para dizer que Susanne Abbuehl é uma bela surpresa!

23.8.26

Steve Kuhn - “Trance”


Steve Kuhn
“Trance”
ECM Records
1975

Steve Kuhn – acoustic piano, electric piano.
Steve Swallow – electric bass.
Jack DeJohnette – drums.
Sue Evans – percussion.

1 – Trance – 5:59
2 – A Change of Face – 4:58
3 – Squirt – 3:00
4 – The Sandhouse – 3:47
5 – Something Everywhere – 7:48
6 – Silver – 2:54
7 – The Young Blade – 6:17
8 – Life’s Backward Glance – 3:09

Steve Kuhn é um dos nomes incontornáveis no piano jazz, onde o seu lirismo tanto navega nas teclas do piano clássico como no piano eléctrico, sempre com a mesma delicadeza, porque trata-se precisamente de um bom gosto musical, que nos fica de imediato na memória, seja qual for o formato com que um determinado tema nos é oferecido, ou seja em piano solo, trio, quarteto ou mesmo com o piano acompanhado por uma orquestra de cordas, numa aliança perfeita repleta de romantismo, como sucedeu com o tema “Life’s Backward Glance”, que já conheceu diversos formatos musicais e que encerra este maravilhoso trabalho discográfico de Steve Kuhn, embora nunca seja demais referir que este belo tema tem acompanhado o pianista ao longo da sua carreira musical.

Depois temos um trio de peso em “Trance”, com Steve Swallow no baixo eléctrico e o inimitável Jack DeJohnette na bateria, aos quais se juntou a percussionista Sue Evans, que ao longo da sua carreira tem trabalhado nas mais diversas áreas musicais (jazz, rock, vanguarda) e se o leitor está surpreendido, recordo o nome de outra senhora que navega nas mesmas áreas instrumentais chamada Marilyn Mansur, que possivelmente muitos de nós já a viram tocar ao vivo em Lisboa ao lado de Jan Garbarek.

Mas regressando a “Trance” de Steve Kuhn, poderemos afirmar que a Arte deste pianista e compositor, que se iniciou na matéria na década de sessenta, permanece nos dias de hoje um nome incontornável e a audição deste álbum revela-nos uma frescura profundamente inovadora.

Gravado nos dias 11 e 12 de Novembro de 1974 no Generation Sound Studios, New York, por Tony May e misturado por Jan Erik Kongshaug. Capa de Frieder Grindler e Fotografia de Odd Geirr Saether. Produção de Manfred Eicher. Todas as composições deste álbum são da autoria de Steve Kuhn. Este trabalho discográfico é o primeiro de Steve Kuhn para a ECM Records, uma parceria que se irá estender ao longo das décadas entre este músico e a editora de Munique.