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21.8.26

The Gary Burton Quintet with Eberhard Weber - “Ring”


The Gary Burton Quintet with Eberhard Weber
“Ring”
ECM Records
1974

Gary Burton – vibraharp.
Mick Goodrick – guitar.
Pat Metheny – guitar, electric 12- string guitar.
Steve Swallow – bass.
Bob Moses –percussion.
Eberhard Weber – bass.

1 – Mevlevia (Mick Goodrick) – 6:00
2 – Unfinished Sympathy (Michael Gibbs) – 3:04
3 – Tunnel of Love (Michael Gibbs) – 5:33
4 – Intrude (Michael Gibbs) – 4:52
5 – Silent Spring (Carla Bley) – 10:35
6 – The Colours of Chloe (Eberhard Weber) – 7:12

Este encontro entre o quinteto liderado por Gary Burton, com o contrabaixista alemão Eberhard Weber irá saldar-se por uma relação musical bem duradoura, já que ambos irão gravar juntos, nos álbuns um do outro e nos dois concertos de homenagem a Eberhard Weber, Gary Buton será um dos músicos presentes, tal como Pat Metheny, que foi o autor e anfitrião da bela homenagem ao músico alemão.

Mas regressando ao que nos interessa aqui, para referir que este fabuloso “Ring” possui a curiosidade de termos dois baixos a tocar em diálogo, ou seja o baixo eléctrico de Steve Swallow e o conhecido contrabaixo de Eberhard Weber, que foi construído de acordo com indicações do próprio músico, para assim obter as célebres sonoridades que o tornaram famoso.

E será curioso compararmos a leitura que em “Ring” se faz do tema “The Colours of Chloe”, com o original, incluído no álbum com o mesmo nome do contrabaixista alemão. O álbum “Ring”, do Gary Burton Quintet com Eberhard Weber, oferece-nos dos mais belos momentos do denominado jazz de câmaraJ!

Metade dos temas são da autoria do compositor sul-africano Michael Gibbs que já tinha colaborado com Gary Burton no famoso álbum “Seven Songs for Quartet and Chamber Orchestra”, por outro lado a inclusão de um tema de Carla Bley já anunciava o futuro trabalho de Gary Burton,”Dreams So Real”, que seria dedicado a esta célebre compositora e pianista norte-americana.

Gravado nos dias 23 e 24 de Julho de 1974 no Studio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Fotografia da capa de Tadayuki Naitoh. Layout e Design de Frieder Grindler. Produção de Manfred Eicher.

9.8.26

Gary Burton - “The New Quartet”


Gary Burton
“The New Quartet”
ECM Records
1973

Gary Burton – Vibraphone.
Michael Goodrick – Guitar.
Abraham Laboriel – Bass.
Harry Blazer – Drums.

1 – Open Your Eyes, You Can Fly (Chick Corea) – 6:40
2 – Coral (Keith Jarrett) – 4:03
3 – Tying Up Loose Ends (Gordon Beck) – 5:12
4 – Brownout (Gary Burton) – 6:32
5 – Olhos de Gato (Carla Bley) – 5:38
6 – Mallet Man (Gordon Beck) – 7:11
7 – Four or Less (Michael Gibbs) – 6:10
8 – Nonsequence (Michael Gibbs) – 4:30

Este foi o primeiro álbum gravado por Gary Burton para a editora alemã ECM Records, onde foram editados alguns dos seus trabalhos discográficos, mais relevantes da sua longa carreira e a produção deste “The New Quartet” abriu decididamente novos rumos no interior da música produzida por aquele que é considerado por muitos, como o maior vibrafonista da actualidade, título esse que o acompanha na estrada da música, há várias décadas. Redescobrir este “The New Quartet”, ainda sem Pat Metheny, revela-se uma verdadeiramente aventura musical!

Gravado a 5 e 6 de Março de 1973 no Pengus Studios, Fayville, Mass. Por John Nagy e Misturado por Kurt Rapp e Martin Wieland. Cover Design de B & B Wojirsch. Produção de Manfred Eicher.

26.7.26

Gary Burton / Steve Swallow - “Hotel Hello”


Gary Burton / Steve Swallow
“Hotel Hello”
ECM Records
1975

Gary Burton – vibraharp, organ, marimba.
Steve Swallow – bass, piano.

1 – Chelsea Bells (for Hern) (Steve Swallow) – 4:25
2 . Hotel Overture + Vamp (Steve Swallow) – 3:39
3 – Hotel Hello (Steve Swallow) – 5:24
4 – Inside In (Michael Gibbs) – 2:43
5 . Domino Biscuit (Steve Swallow) – 1:56
6 – Vashkar (Carla Bley) – 5:58
7 – Sweet Henry (Jack Gregg/Steve Swallow)– 4:02
8 – Impromptu (Gary Burton/Steve Swallow)– 2:29
9 – Sveeping Up (Steve Swallow) – 5:24

Um dos mais belos encontros entre dois músicos, cujas afinidades são por demais conhecidas e que aqui nos oferecem um belo álbum de duetos, que bem merece ser redescoberto, um incontornável na discografia de Gary Burton e Steve Swallow.

Gravado nos dias 13 e 14 de Maio de 1974 no Aengus Studio, Fayville, Mass. Por John Nagy e misturado por Martin Wieland. Layout de B & B Wojirsch. Fotografia da capa do álbum de Nick Passmore e Walter Urbanowicz. Fotografias de Paul Maks. Produzido por Manfred Eicher.

16.7.26

Gary Burton - “Seven Songs for Quartet and Chamber Music”


Gary Burton
“Seven Songs for Quartet and Chamber Music”
(Music by Michael Gibbs)
ECM Records
1974

Gary Burton – vibraharp.
Michael Goodrick – guitar.
Steve Swallow – bass.
Ted Seibs – drums.
NDR – Symphony Orchestra, Hamburg, dirigida por Michael Gibbs.

1 – Nocturne Vulgaire / Arise, Her Eyes – 9:35
2 – Throb – 5:28
3 – By Way of a Preface – 4:35
4 – Phases – 7:25
5 – The Rain Before It Falls – 4:06
6 – Three – 6:13

Esta gravação de Gary Burton com a NDR Symphony Orchestra de Hamburgo, foi registada em Dezembro de 1973, sendo os temas da autoria de Michael Gibbs que também dirige a Orquestra, excepto o famoso “Arise, Her Eyes” da responsabilidade de Steve Swallow, que aqui surge no baixo eléctrico a acompanhar Gary Burton no vibrafone e aos quais se juntaram Michael Goodrick na guitarra e Ted Seibs na bateria, estamos assim perante aquele que foi o quadragésimo álbum editado pela famosa editora de Munique, a ECM Records de Manfred Eicher, que mais uma vez decidiu oferecer ao grande público o encontro entre a denominada musica erudita com o jazz, através das composições de Michael Gibbs.

Durante décadas se esperou pela edição deste trabalho no formato de cd, o que só sucedeu agora numa bela embalagem em cartão que reproduz o LP original, mas infelizmente pouco prática para quem gosta das habituais caixas de plástico. Mais uma vez o ouvinte fica profundamente fascinado pela música envolvente que escuta ao longo de “Seven Songs for Quartet and Chamber Orchestra”, onde o vibrafone de Gary Burton navega de forma límpida e cristalina. Uma reedição que se saúda e merece ser (re)descoberta, por todos os amantes de jazz!

Gravado em Dezembro de 1973 em Hamburg, por Henning Ruete e remisturado por Martin Wieland. Produzido por Manfred Eicher. Design da capa da responsabilidade de Frieder Wieland. Todas as composições são da autoria de Michael Gibbs excepto o tema “Arise, Her Eyes” pertencente a Steve Swallow.

27.5.26

Ralph Towner / Gary Burton - “Matchbook”


Ralph Towner / Gary Burton
“Matchbook”
ECM Records
1975

Ralph Towner – 12-string guitar, classical guitar.
Gary Burton – vibraharp.

1 – Drifting Petals (Ralph Towner)– 5:14
2 – Some Other Time (Comden/Green/Bernstein) – 6:12
3 – Brotherhood (Gary Burton) – 7:08
4 – Icarus (Ralph Towner)– 5:48
5 – Song For a Friend (Ralph Towner)– 5:05
6 – Matchbook (Ralph Towner)– 4:29
7 – 1x6 (Ralph Towner) – 0:52
8 – Aurora (Ralph Towner) – 5:07
9 – Goodbye Pork Pie Hat (Charlie Mingus) – 4:22


Um dos maiores símbolos do denominado jazz de câmara, criado muito especialmente no continente europeu, embora envolva inúmeros músicos norte-americanos, como sucede precisamente em “Matchbook”, possui o seu ponto máximo nos álbuns de duetos em que encontramos diálogos entre dois instrumentos, improváveis, conduzindo a um romance perfeito.

Em “Matchbook”, Ralph Towner com as suas guitarras clássicas e a famosa de 12 cordas, brilha de forma intensa ao lado de Gary Burton, portador desse seu célebre som cristalino oriundo da vibraharp, que termina sempre por nos invadir a alma.

Embora Ralph Towner assine a maioria dos temas que escutamos em “Matchbook”, alguns já conhecidos de outras gravações, como é o caso de “Icarus”, incluído no álbum “Diary” do guitarrista, temos também o famoso “Some Other Time”, desse grandioso compêndio musical que é o “Great American Songbook” e a fechar com chave de ouro o álbum “Matchbook”, temos o imortal tema de Charlie Mingus “Goodbye Pork Pie Hat”, que também ficou bem famoso através da voz de Joni Mitchel e da guitarra acústica de John McLaughlin, num outro registo.

Gravado nos dias 26 e 27 de Julho de 1074, no Studio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Fotografias de Paul Maar. Capa do álbum e Design de B & B Wojirsch. Produção de Manfred Eicher.

5.5.26

Gary Burton / Chick Corea - “Duet”


Gary Burton / Chick Corea
“Duet”
ECM Records
1979

Gary Burton – Vibraphone.
Chick Corea – Piano.

1 – Duet Suite – 15:43
2 – Children’s Song No.15 – 1:13
3 – Children’s Song No.2 – 0:54
4 – Children’s Song No.5 – 1:11
5 – Children’s Song No.6 – 2:10
6 – Radio – 5:11
7 – Song To Gayle – 7:09
8 – Never – 7:33
9 – La Fiesta – 10:18


Seis anos depois do extraordinário sucesso da edição do álbum “Crystal Silence”, o pianista Chick Corea e o vibrafonista Gary Burton voltam a encontrar-se em Estúdio e decidem gravar este belo álbum, intitulado simplesmente “Duet”, que abre precisamente com uma “Suite”, onde os dois músicos expandem o seu enorme talento, para depois abordarem as famosas peças do pianista intituladas “Children’s Song”, sempre repletas de um lirismo inesquecível, às quais se irão juntar dois temas bem conhecidos de Corea: “Song to Gayle” (a esposa do pianista) e o famoso “La Fiesta”.

Por outro lado, temos neste álbum dois temas compostos por Steve Swallow, trazidos por Gary Burton (a cumplicidade musical entre ambos é por demais conhecida), “Radio” e “Never”, que irão abrilhantar ainda mais este novo encontro entre estes dois nomes incontornáveis da historia do jazz.

Gravado a 23 e 25 de Outubro de 1978, na Delphian Foundation, Sheridan/Oregon, por Bernie Kirsch. Misturado por Martin Wieland. Design de Frieder Grindler. Fotografia da capa do álbum de Tadayuki Naitoh. Fotografia de Catherine Goldwyn e Nick Passmore. Produção de Chick Corea e Gary Burton. Produtor Executivo Manfred Eicher.

23.4.26

Gary Burton Quintet - “Dreams So Real – Music of Carla Bley”


Gary Burton Quintet
“Dreams So Real – Music of Carla Bley”
ECM Records
1976

Gary Burton – Vibraphone.
Mick Goodrick – Guitar.
Pat Metheny – Electric 12-String Guitar.
Steve Swallow – Bass.
Bob Moses – Drums.


1 – Dreams So Real – 6:19
2 – Ictus/Syndrome/Wrong Key Donkey – 10:23
3 – Jesus Maria – 3:44
4 – Vox Humana – 7:00
5 – Doctor – 4:13
6 – Intermission Music – 6:29

Carla Bley é um nome incontornável no universo musical, revelando-se ao longo dos anos um verdadeiro farol que muitos têm seguido no sentido de encontrarem esse porto seguro para expandirem a sua criatividade e originalidade, por vezes tão mal recebida ou mesmo incompreendida.


Tanto Carla Bley como Michael Mantler com as suas composições e o seu trabalho de produtores e editores na etiqueta WATT, abriram muitas portas ao mundo, ao mesmo tempo que divulgavam as suas composições e por tudo isto o famoso vibrafonista norte-americano Gary Burton decidiu homenagear a música de Carla Bley com este belo trabalho discográfico intitulado “Dreams So Real – Music of Carla Bley”!

Gravado em Dezembro de 1975 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Fotografia da capa do álbum de Rainer Kiedrowski. Fotografias de Roberto Masotti. Layout de Dieter Bonhorst. Produção de Manfred Eicher.

12.3.26

Gary Burton / Chick Corea - “Crystal Silence”


Gary Burton / Chick Corea
“Crystal Silence”
ECM Records
1973

Gary Burton – Vibraphone.
Chick Corea – Piano.

1 – Señor Mouse (Chick Corea) – 6:16
2 – Arise, Her Eyes (Steve Swallow) – 5:05
3 – I’m Your Pal (Steve Swallow) – 4:00
4 – Desert Air (Chick Corea) – 6:23
5 – Crystal Silence (Chick Corea) – 9:01
6 – Falling Grace (Steve Swallow) – 2:37
7 – Feelings And Things Mike Gibbs) – 4:40
8 – Children’s Songs (Chick Corea) – 2:07
9 – What Game Shall We Play Today (Chick Corea) – 3:42


Para o amante do jazz, este álbum de duetos intitulado “Crystal Silence” revela-se como uma das obras-primas do universo musical, porque aqui estamos perante o mais belo encontro entre dois músicos de excepção, Chick Corea no piano e Gary Burton no vibrafone que, ao longo de 45 minutos, irão oferecer-nos o lirismo e a melodia através de sinuosos caminhos, criando atmosferas musicais cristalinas e verdadeiramente sublimes. “Crystal Silence” é um dos mais belos trabalhos discográficos do século xx!

Gravado a 6 de Novembro de 1972 no Arne Bendiksen Studio, Oslo por Jan Erik Kongshaug. Fotografia de Hans Paysan e Design de B & B Wojirsch. Produção de Manfred Eicher.