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12.7.26

Joseph L. Mankiewicz - "Eva" / "All About Eve"


Joseph L. Mankiewicz
"Eva" / "All About Eve"
(EUA – 1950) – (138 min. - P/B)
Bette Davis, Anne Baxter, George Sanders, Celeste Holm, Gary Merril, Hugh Marlowe, Thelma Ritter, Marilyn Monroe.

Em 1949, Joseph L. Mankiewicz tinha ganho os Oscars para melhor realizador e argumentista com a película “Letter to Three Wives” / “Carta a Três Mulheres” e no ano seguinte iria repetir a façanha com este “All About Eve” / “Eva”, revelando-se como o cineasta da palavra, o maior de sempre na História do Cinema. Recorde-se que o seu irmão Herman Mankiewicz foi o responsável pelo argumento de “Citizen Kane” / “O Mundo a Seus Pés”, ou seja essa arte de bem escrever vivia no interior da família e nunca ninguém até hoje escreveu como Joseph L. Mankiewicz, um verdadeiro génio. Michael Caine, numa recente entrevista, confessava que o cineasta exigia que o texto fosse dito sempre como estava escrito no papel e se o actor falhava uma palavra que fosse, quase no final dum take de cinco minutos, fazia-os repetir tudo novamente, porque a palavra era a sua arte suprema


Conhecedor profundo do meio cinematográfico, Joseph L. Mankiewicz decidiu abordar o universo teatral, nesta obra-prima chamada “All About Eve” / “Eva”, em que nos relata a história de uma actriz de sucesso Margot Channing (Bette Davis), que é idolatrada por todos os que a rodeiam e pelo público em geral, incluindo uma jovem fan que assiste todas as noites às suas representações. Essa jovem de poucas posses, chamada Eve Harrington (Anne Baxter), irá vampirizar o talento da actriz consagrada, roubando-lhe o papel principal na peça que Margot mais deseja fazer, obtendo desta forma o galardão máximo na arte de representação.Mas Joseph M. Mankiewicz, como Mestre da Palavra, vai-nos oferecer a história destas duas mulheres através de um longo “flashback”, que se irá tornar na própria essência do filme e, como ninguém, começa a contar-nos a história através de um narrador, o temível crítico teatral Addison DeWitt (George Sanders, que ganhou o Óscar), a pessoa que melhor conhece o instinto predador de Eve Harrington e será com um cinismo perfeitamente perturbador que iremos conhecer essa mulher que a todos enganou, usando-os à medida dos seus desejos para atingir a fama. A forma escolhida logo no início do filme por Joseph L. Mankiewicz, para nos apresentar as diversas personagens da história que, num jantar, assistem à consagração de Eve Harrington é de uma subtileza profundamente maravilhosa e intrigante e quando seguimos com o narrador para a entrada dos bastidores onde, ao frio e à chuva, Eve aguarda a saída de Margot para lhe pedir um autógrafo, iremos assistir à macabra ascensão da jovem aspirante a actriz.


Eve (Anne Baxter), nessa noite, conquista a simpatia Karen (Celeste Holm), a mulher do dramaturgo, que a irá levar a conhecer Margot e é nesse encontro em que a falsa modéstia conquista o afecto de Margot, que as cartas começam a ser jogadas. Todos admiram a sua fragilidade excepto a assistente de Margot, a vivida Birdie (Thelma Ritter), que desde o primeiro momento não vai em histórias piedosas. Mas Margot, tal como Karen (Celeste Holm), abre-lhe o coração e a porta de sua casa, começando Eve a trabalhar como secretária para Margot, demonstrando uma eficiência e dedicação que deixam todos maravilhados. Mas, por detrás da sua falsa modéstia, vive o desejo de um dia ser tão famosa como a estrela que é idolatrada por si.


Lentamente, vai conquistando a afeição de todos os que a rodeiam, incluindo o famoso crítico DeWitt (George Sanders, sempre magnifico), que finge acreditar na sua história, enquanto investiga o seu passado, até chegar esse dia em que ele a informa saber tudo acerca do seu passado e estar pronto a desmascará-la perante todos os seus amigos. Mas ela irá contornar esse obstáculo com uma subtileza admirável, terminando por ser ela a tê-lo na mão. Sempre ostentando o ar mais ingénuo possível, ela vai subindo os degraus um a um, até conseguir o papel de actriz substituta de Margot Chaning.


Depois, só lhe resta arranjar forma de se estrear no palco, o que se irá concretizar através da cumplicidade de Karen, que esvazia o depósito do carro do marido, conseguindo desta forma que Margot não esteja presente nessa noite ao teatro, ficando bloqueada numa estrada deserta sem gasolina. Todos os críticos teatrais irão estar presentes nessa noite na sala de espectáculo, porque receberam um telegrama a convidá-los para assistir à peça e, de imediato, os jornais no dia seguinte falarão no nascimento de uma nova estrela.


Joseph L. Mankiewicz conta-nos esta história de ascensão de uma forma perfeita, usando a palavra como o principal elemento da película, fazendo da direcção de actores uma Arte soberba, em que bebemos lentamente os maravilhosos diálogos, a maior parte das vezes repletos de segundos sentidos, onde o cinismo navega no interior do vocabulário, como se fosse uma personagem.


Bette Davis possui aqui uma das maiores interpretações da sua carreira, da mesma forma que Anne Baxter revelou todas as suas potencialidades precisamente nesta película, depois temos um naipe de actores (ditos secundários) cujo contributo é de uma perfeição absoluta. Até Marilyn Monroe, que possui aqui um pequeno papel na figura de Miss Casswell, uma aspirante a actriz, parece já estar possuída pela imagem que a irá tornar um mito, basta olharmos para a sequência em que ela surge ao lado de DeWitt, para percebermos como tudo começou.


E o filme termina como se iniciou, nesse jantar de gala em que são atribuídos os famosos Prémios dessa Arte que é o Teatro e, mais uma vez, com toda a sua falsa ingenuidade, Eve Harrington irá agradecer o apoio de todos aqueles que usou e traiu, mencionando cada um deles com um cinismo que até faria acordar um morto. E como sucedia, tantas vezes, nesses anos, ela irá confessar nessa noite que vai deixar o mundo do Teatro, a quem tanto deve, para partir para Hollywood, em busca duma carreira no cinema, nessa outra terra prometida. Mas, ao chegar à suite do seu hotel, irá aí encontrar uma jovem que a admira, revelando-se esta uma espécie de alma gémea, disposta a seguir a estrada tortuosa anteriormente percorrida por ela, em busca dessa fama, por vezes tão efémera, conhecida pelo universo das movies stars!


Curiosamente, muitas vezes a ficção transforma-se em realidade e alguns anos depois da feitura deste filme, Bette Davis tinha um programa na televisão, que teve de abandonar durante o período de gravidez e os produtores escolheram, precisamente, Anne Baxter para a substituir. Quando Bette Davis se apresentou no Estúdio para retomar o seu lugar no famoso programa de televisão, os produtores disseram-lhe que talvez não fosse boa ideia, porque o público adorava Anne Baxter e eles não podiam perder o nível de audiência entretanto conquistado.


Re(ver) “Eva” / “All About Eve” é entrar pela porta grande da Sétima Arte e descobrir como o Cinema é uma Arte maravilhosa, que muitas vezes imita a vida, oferecendo-nos em cada fotograma essa magia que nos leva a identificar com as personagens que vemos no écran e que, por razões que até a própria razão desconhece, nos recordam pessoas com quem nos cruzamos ao longo da vida.

Nota: “All About Eve” / “Eva” conquistou Seis Oscars:
Melhor Filme: "All About Eve" - Darryl F. Zanuck
Melhor Realizador: Joseph L. Mankiewicz
Melhor Argumento: Joseph L. Mankiewicz
Melhor Actor Secundário: George Sanders
Melhor Guarda-Roupa: Edith Head e Charles Le Maire
Melhor Som: Thomas T. Moulton

11.6.26

Alfred Hitchcock - "Correspondente de Guerra" / "Foreign Correspondent"


Alfred Hitchcock
"Correspondente de Guerra" / "Foreign Correspondent"
(EUA – 1940) – (120 min. - P/B)
Joel McCrea, Laraine Day, Herbert Marshall, George Sanders, Albert Basserman.

Quando alguém programa um ciclo de cinema sobre o papel do jornalismo no mundo, há sempre um filme que figura na lista e esse filme chama-se “Foreign Correspondent” / “Correspondente de Guerra” e ele é assinado por Alfred Hitchcock ou melhor o Hitch americano, porque se trata da sua segunda película em Hollywood, a primeira como se devem recordar foi “Rebecca”. E aqui o cineasta partiu mesmo da América, em rodagem pela Holanda e Inglaterra, essa mesma Inglaterra que já lutava sozinha contra a poderosa máquina de guerra alemã. Estamos assim perante uma contribuição do Mestre para o esforço de guerra dos seus compatriotas, recorde-se que a América nesta época, 1940, ano da produção do filme, ainda cultivava o seu famoso isolacionismo, só entrando no conflito após o ataque japonês a Pearl Harbour.


Mas a América sempre seguiu atentamente os acontecimentos e a nossa história trata disso mesmo: quando o Director do jornal “Globe”, farto das notícias recebidas dos seus diversos correspondentes, decide enviar um repórter criminal para o terreno, transformando-o no verdadeiro correspondente de guerra, porque para tal tarefa é necessário um homem de acção e nada melhor do que Johnny Jones (Joel McCrea), que possui um curriculum cheio de atritos, sempre em busca da informação preciosa, ele até se tinha envolvido numa reportagem anterior numa cena de pugilato com a autoridade.


Será este homem, que bateu num polícia, que irá partir para Londres na véspera do início da guerra, para fazer a cobertura dos acontecimentos. Na mala Johnny Jones leva já marcado um encontro com Stephen Fischer (o espantoso Herbert Marshall), líder de uma Organização Pacifista, que lhe irá dar indicações preciosas para a sua missão de correspondente. Ao chegar a Londres descobre que o seu colega de jornal, residente na cidade, apenas envia os relatórios do governo e pouco mais, dedicando-se a uma vida pacata e desinteressante. Será a caminho de um jantar/conferência que irá conhecer o famoso diplomata holandês Van Meer (Albert Basserman), aproveitando uma boleia de táxi que forçou, seguindo as suas regras de jornalista intrometido à caça de uma história, explosiva de preferência.


Durante o jantar irá conhecer a bela Carol (Laraine Day), filha do dirigente pacifista, ao mesmo tempo que descobre que o célebre diplomata desapareceu do jantar, apesar dele lhe ter dado boleia e de ter entrado com ele na sala. Por ali algo não bate certo.

Após uma viagem à famosa terra das túlipas, irá assistir ao assassínio do diplomata, mesmo na sua frente e aqui temos logo uma das mais belas sequências do filme, com a fuga do assassino e a sua perseguição por Jones (Joel McCrea), que o irá levar a uma zona de moinhos, terminando por descobrir que o morto era um sósia do diplomata e que este fora raptado por uma organização desconhecida que pretende saber o teor de uma cláusula secreta, existente na alínea 27 de um Tratado, nascendo aqui o célebre MacGuffin de Alfred Hitchcock, porque nunca iremos saber o teor da célebre cláusula secreta.


A pouco e pouco, iremos percebendo que a Organização Pacifista esconde uma célula terrorista, chefiada pelo “bem-falante” Stephen Fischer (Herbert Marshall), que perante a presença incómoda de Jones (Joel McCrea) decide dar ordem para o eliminarem. Se por um lado iremos ter as diversas tentativas levadas a cabo pelos homens de Fischer, por outro lado a sua filha, que não suspeita das actividades do pai, começa a apaixonar-se pelo intrépido correspondente americano. Mas Jones não irá estar só na sua luta, porque um outro jornalista, Herbert Folliott (magnifico George Sanders), que há muito seguia as actividades do grupo pacifista decide juntar-se a ele. Estes dois homens tudo farão para encontrar Van Meer, acabando por descobrir o próprio Fischer a interrogar o diplomata, usando métodos “dignos” da Gestapo.

Alfred Hitchcock consegue, com este “Correspondente de Guerra” / “Foreign Correspondent”, oferecer uma obra perfeita de espionagem, mas também de propaganda pela causa aliada e nunca será demais fixar o final da película quando Jones, já numa Londres a ser bombardeada pela aviação nazi, lança o apelo à intervenção americana. Mas antes deste final, iremos assistir a uma das mais espantosas sequências do cinema de Alfred Hitchcock, quando o avião que transporta para a América, Fischer e a filha e com Jones e Folliott também a bordo é abatido por um navio alemão.


Toda a sequência é filmada de uma forma espantosa, com a queda do avião no oceano e a luta pela sobrevivência dos seus passageiros e aqui o falso líder pacifista, espião alemão, decide mergulhar no oceano, impedindo a asa do avião de se afundar, salvando desta forma os poucos sobreviventes que se encontram nela, sendo profundamente curioso o retrato que Hitchcock nos oferece do espião alemão, um homem com uma certa moral, conhecedor do mal. que se esconde por detrás da ideologia que comandava o seu país.

Recolhidos por um navio americano, Johnny Jones e Herbert Folliott irão dar uma lição de jornalismo, relatando a notícia via telefone, iludindo o capitão do navio que tinha proibido a transmissão do sucedido. Iremos assim entrar nesse território que o cineasta cultivou, a pontuação do humor no interior da tragédia, para mais tarde, já no final, surgir esse esforço de guerra que já referimos, com a presença de Johnny Jones junto aos microfones da rádio relatando os acontecimentos de uma guerra que iria durar longos anos, para mal de milhões de pessoas.


Mais uma vez Alfred Hitchcock revelou todo o seu saber de cineasta, oferecendo em “Correspondente de Guerra” / “Foreign Correspondent” uma das suas obras-primas, por sinal muito pouco conhecida.

23.3.26

Fritz Lang - "Feras Humanas" / "Man Hunt"


Fritz Lang
"Feras Humanas" / "Man Hunt"
(EUA -1941) – (102 min. - P/B)
Walter Pidgeon, George Sanders, Joan Bennett, John Carradine.

Quando Goebbels convidou Fritz Lang para dirigir o cinema do Terceiro Reich, Fritz Lang não disse que não nem que sim, percebendo perfeitamente o pretendido e nesse mesmo dia partiu de comboio para França, deixando para trás tudo e todos, incluído a sua mulher e colaboradora de tantos filmes, a famosa Thea von Harbour. Mais tarde partiu para a América, em busca de um refúgio mais seguro.


“Feras Humanas” / “Man Hunt”, realizado em 1941, foi o seu primeiro filme anti-nazi seguindo-se logo depois o famoso “Os Carrascos Também Morrem” / "Hangmen Also Die" em que Brecht colaborou, o célebre Brecht que tão mal se deu em Hollywood, que até teve de depor perante uma das célebres comissões do senador McCarthy, afirmando por três vezes que não era nem nunca fora comunista, o segredo de Brecht era um bilhete que tinha no bolso para partir da América, o que fez no dia seguinte. A guerra já tinha terminado e a RDA esperava por ele.


Regressando a “Man Hunt” / “Feras Humanas”, encontramos na película de Fritz Lang o jogo da caça, só que neste caso concreto a caça é humana. Quando, no início do filme, o capitão Thorndike (Walter Pidgeon) aponta a sua carabina de precisão com mira telescópica a Hitler, sente um prazer absoluto ao ter o poder de eliminar o homem que irá mergulhar o mundo em guerra. Esse mesmo homem que em jovem pretendia seguir o curso de belas-artes e que viu chumbado o seu acesso à escola de belas-artes, se tivesse sido admitido a história do mundo talvez tivesse sido diferente. Mas quando Thorndike dispara, verificamos que nada aconteceu simplesmente porque não tinha colocado nenhuma bala na arma, estava perante o prazer supremo do caçador com a presa em seu poder, somente esse prazer não se prolongou por muito tempo, porque quando decidiu colocar a bala na arma e disparar era tarde demais. A guarda de Hitler tinha-o descoberto e imobilizara-o, levando-o preso.


Vamos conhecer então o famoso vilão do filme, outro caçador amante da caça, mas também amante fervoroso do Terceiro Reich, Quive Smith (um George Sanders no seu melhor) tenta convencer Thorndike a assinar um testemunho onde este confessa ter sido enviado pelo governo britânico para assassinar Hitler, a fim de a Alemanha ter um motivo plausível para declarar guerra à Inglaterra. O duelo de palavras entre os dois homens é simplesmente sublime. Mais tarde, Thorndike consegue evadir-se e fugir para Inglaterra, dando-se início à célebre caça ao homem pelos agentes alemães, onde para além de George Sanders, que é o cérebro da operação, encontramos o então ainda jovem John Carradine.


Perseguido no seu próprio país, Thorndike até parece ser uma presa fácil, mas o seu encontro com uma rapariga que ganha a vida nas ruas, chamada Jenny (Joan Bennett), tudo irá alterar. Ela será o seu amor e a sua salvadora nos momentos mais difíceis, acabando por se oferecer como cordeiro às mãos dos seus perseguidores. Será sempre de referir que Joan Bennett, que sempre vimos no início de carreira loura, surge aqui morena e morena permaneceu depois ao longo da carreira, por obra e arte do seu marido, o produtor Walter Wangler, um dos responsáveis de “Cleópatra” e obreiro da carreira da actriz, até ao momento em que a apanha em pleno adultério e dispara sobre o amante, tendo sido preso. Mas regressemos a “Man Hunt”, nunca um título conseguiu descrever melhor uma película como este de Fritz Lang.


Thorndike acaba por ser encurralado no seu refúgio por Quive-Smith e quando este lhe passa a pequena seta que ele tinha oferecido a Jenny para ela usar na boina, com a confissão para ele assinar, descobre como a arte da caça do alemão se reside apenas ao puro assassínio, sem olhar a meios para atingir os seus fins. E será essa mesma seta que será depois de forma artesanal lançada contra o alemão, vingando desta forma o amor perdido. No final do filme, encontramos o capitão Thorndike a lançar-se de pára-quedas em pleno território alemão com a sua carabina de precisão, partindo em busca da presa deixada fugir no início do filme, ao mesmo tempo que a mensagem de propaganda aliada se faz ouvir na luta contra o nazismo.


Fritz Lang entra assim na história do cinema anti-nazi, de “mansinho”, para depois nos oferecer um testemunho muito mais eloquente com “Os Carrascos Também Morrem” / “Hangmen Also Die”. No entanto, “Man Hunt” oferece-nos de forma perfeita uma imagem do terror que iria cobrir o mundo durante 1939-45, tão perfeita e sublimada como o seu “M” / “M - Matou”. Curiosamente Fritz Lang não foi a primeira escolha para a dirigir esta película, o nome falado anteriormente foi o de John Ford, mas devido à impossibilidade deste, seria o alemão a contribuir com o seu talento para o esforço de guerra, a que os Estúdios Americanos ofereceram obras de primeira grandeza.

Esquecido por muitos nos dias de hoje, “Man Hunt” / “Feras Humanas” ensina-nos como muitas vezes o animal acossado é muito mais perigoso do que o caçador, quando este se torna a verdadeira fera humana.