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13.7.26

Brian Eno - "Nerve Net"


Brian Eno
"Nerve Net"
Opal Records
1992


Quando Brian Eno apresentou à crítica musical em 1991 o seu álbum "My Squelchy Life", teve reacções tão negativas que terminou por desistir de o lançar oficialmente, partindo para a feitura deste "Nerve Net", que viria a recuperar alguns dos temas, devidamente modificados, obtendo o álbum "Nerve Net" um enorme sucesso crítico e também de vendas.

5.7.26

Bowie & Eno meet Glass - "Heroes" / "Low" Symphonies"


Bowie & Eno meet Glass
"Heroes" / "Low" Symphonies"
Philips
2003

Em boa hora a Philips decidiu editar em cd duplo os dois trabalhos discográficos de Philip Glass dedicados à música de David Bowie e Brian Eno, que se encontravam à muito esgotados. Já o terceiro da famosa trilogia de Berlin de Bowie/Eno irá também ser revista pelo compositor norte-americano que assim a irá rebaptizar de "Symphony nº.12 Lodger" em 2018.

20.6.26

Philip Glass - "Low Symphony"


Philip Glass
"Low Symphony"
From The Music of David Bowie & Brian Eno
Point Music
1993

Philip Glass oferece novas roupagens musicais a temas de David Bowie e Brian Eno oriundos do célebre período de Berlin dessa longínqua década de 70, que bem merece ser recordada!

20.5.26

Brian Eno - "The Drop"


Brian Eno
"The Drop"
All Saints
1997


O álbum “The Drop” de Brian Eno oferece-nos mais um capítulo dessa matéria denominada pelo músico e compositor de "thinking music", através desse incontornável tema intitulado "iced world"!

Simplesmente genial e contemporâneo!

10.5.26

Philip Glass - "Heroes Symphony" - From de Music of David Bowie & Brian Eno


Philip Glass
"Heroes Symphony"
From de Music of David Bowie & Brian Eno
Point Music
1997

A segunda viagem de Philip Glass pelo interior da música de David Bowie e Brian Eno intitulada "Heroes Symphony" revelou uma ultrapassagem bem distinta em relação a "Low Symphony", álbum também dedicado ao período de Berlin destes dois génios da música rock, revelando-se o mais-que-perfeito desta dupla de álbuns dedicados à música de Brian Eno e David Bowie pelo compositor minimalista Philip Glass.

6.5.26

Brian Eno with Daniel Lanois & Roger Eno - "Apollo - Atmospheres and Soundtracks"


Brian Eno with Daniel Lanois & Roger Eno
"Apollo - Atmospheres and Soundtracks"
EG Polydor
1983

1 - Under Stars - 4:24
2 - The Secret Place - 3:33
3 - Matta - 4:15
4 - Signals - 2:42
5 - An Ending (Ascent) - 4:22
6 - Under Stars II - 3:16
7 - Drift - 3:04
8 - Silver Morning - 2:40
9 - Deep Blue Day - 3:57
10 - Weightless - 4:32
11 - Always Returning - 3:52
12 - Stars - 7:30


"Apollo - Atmospheres and Soundtracks" é uma obra fundamental no interior da denominada "ambient music", em que temos pela primeira vez os irmão Eno (Brian e Roger) juntos na companhia do canadiano Daniel Lanois, que se virá a revelar um produtor bem importante.

Muitos anos depois do lançamento de "Apollo - Atmospheres and Soundtracks" e do seu surgimento no formato cd irá ser lançado no mercado uma reedição com um segundo cd na mesma linha ambiental que tanto sucesso fez na época no interior de certas franjas musicais e que habitam nos dias de hoje o YouTube.

8.4.26

Brian Eno and U2 with Luciano Pavarotti, Howie B and Holi - "Passengers: Original Soundtracks 1"


Brian Eno and U2
with Luciano Pavarotti, Howie B and Holi
"Passengers: Original Soundtracks 1"
Island Records
1995

Desde meados dos anos setenta do século xx, Brian Eno tem criado diversas composições para filmes imaginados que aguardam a chegada desse cineasta que os irá realizar e se escutarmos o álbum “Music For Films”, entendemos de imediato o conceito que Brian Eno explicou numa entrevista, aliás este primeiro trabalho possui um irmão gémeo que só surgiu em vinil intitulado “Music for Films – Director’s Cut”, que se revela uma releitura bem curiosa, Mais tarde surgiu o segundo álbum “Music for Films II”, que incluía algumas novas versões de temas incluídos nesse maravilhoso álbum intitulado “Apollo – Atmospheres & Soundtracks”, onde Brian Eno contava com a colaboração do seu irmão Roger Eno e do músico canadiano Daniel Lanois e que recentemente teve uma nova edição com novos temas.


Ao surgir o terceiro volume da série, intitulado precisamente “Music for Films III”, o leque de compositores e músicos foi alargado a toda uma geração de nomes bem conhecidos desse género musical intitulado “Ambient Music”, onde iremos encontrar ao lado de Brian Eno, para além de Roger Eno e Daniel Lanois, os nomes de Harold Budd, Laraaji e Michael Brook, que ao longo dos anos têm trabalhado em perfeita simbiose na divulgação deste género musical e aos quais se juntaram em “Music For Films III” John Paul Jones, Misha Mahlin e Lydia Theremin.


Quando foi decidido criar o quarto álbum da série, Brian Eno pensou em convidar os U2 para o projecto, tendo em conta o trabalho que tem desenvolvido com eles como produtor, mas Bono não apreciou muito que o álbum mantivesse o mesmo nome dos anteriores, sugerindo que fosse baptizado de “Passengers: Original Soundtracks 1” tendo sido convidados para o projecto Howie B e Holi, para além de Luciano Pavarotti, que irá oferecer-nos o tema que virá a ser o mais conhecido deste álbum, intitulado “Miss Sarajevo” onde iremos descobrir o célebre dueto entre Bono e o conhecido cantor lírico, tema esse que será também incluído no álbum “Luciano Pavarotti and Friends”, que irá dar origem a diversos espectáculos.


“Passengers: Original Soundtracks 1” irá surgir assim como um trabalho dos U2, mas em nome de Bono, Adam Clayton, The Edge e Larry Mullen Jnr., que com Brian Eno reúnem 14 temas criados para 13 filmes, apenas a película de Michelangelo Antonioni e Wim Wenders “Para Além das Nuvens” / “Par Dela les Nuages” é detentora de dois temas. Apesar da excelente produção de que foi rodeado este trabalho discográfico, ele não correspondeu ao esperado em termos de sucesso comercial pela banda de Bono, tendo os U2 decidido não prosseguir com esta viagem musical através do cosmo, o que lamentamos já que “Passengers. Original Soundtracks 1”, embora diferente dos anteriores álbuns da série “Music for Films”, possuía todos os atributos para ter continuidade.

2.4.26

Brian Eno & Jan Wobble - "Spinner"


Brian Eno & Jan Wobble
"Spinner"
All Saints Records
1995

“Spinner” de Brian Eno & Jah Wobble (ex-membro dos Public Image, Ltd), possui uma história bastante complexa no seu interior, já que inicialmente os temas criados por Brian Eno destinavam-se à banda sonora da película “Glitterbug” do cineasta britânico Derek Jarman, cujo filme viria a ser concluído após a sua morte em 1994.


Os temas foram sendo criados por Brian Eno, ao longo das noites passadas no seu Estúdio, vendo filmes de Derek Jarman, no entanto Eno irá abandonar o projecto da banda sonora, terminando por enviar as gravações para Jah Wobble, que as irá trabalhar de forma profunda, quase como se fosse um produtor, inserindo a sua conhecida marca através das linhas do seu baixo eléctrico que irão pontuar de forma envolvente “Spinner”, contando com o contributo, sempre de assinalar, de Mark Freda e Justin Adams.

Curiosamente, ao escutarmos o álbum “Spinner” sentimos uma distância enorme entre os temas “Where We Live”, “Garden Recalled” e “Space Diary 1”, assinados unicamente por Brian Eno, cuja marca é bem conhecida na denominada Ambient Music e que não possuem a intervenção de Jah Wobble, dos restantes temas em que encontramos o trabalho dos dois músicos em busca de atmosferas, que por vezes nos fazem recordar alguns dos mais belos momentos dos “Tangerine Dream” da década de 70. Do século xx. “Spinner”, no entanto, possui no seu interior uma agradável surpresa ou melhor uma verdadeira pérola que Brian Eno irá desenvolver mais tarde no álbum “The Drop”.


Após escutarmos o último tema do trabalho “Spinner”, o poderoso “Left Where it Fall”, instala-se o silêncio durante alguns minutos, continuando o disco a rodar e aqui aconselhamos o ouvinte a não desligar o aparelho, porque após seis minutos de silêncio, que nos convidam inevitavelmente à meditação, iremos ser confrontados por uma música profundamente envolvente e minimal, criada por Brian Eno, que nos leva a mergulhar nesse belo território dos sonhos, recorde-se que não existe qualquer referência ao título deste tema no cd, nem qualquer nota a falar nele.

Esta deslumbrante e melodiosa música em que o piano convive com os sintetizadores, irá ser mais desenvolvida por Brian Eno no trabalho “The Drop”, estendendo os seus dez minutos iniciais para os 33 minutos que iremos descobrir em “The Drop”, sendo a mesma baptizada de “Iced World”, revelando-se uma das mais belas composições criadas por Brian Eno ao longo da sua carreira.

“Spinner”, de Brian Eno & Jah Wobble, termina por se revelar como o encontro entre duas personalidades, que embora cultivem universos diferentes, obtém uma perfeita conjugação musical, criando atmosferas que nos convidam a percorrer a paisagem em busca do olhar sincero da natureza. E como não podemos seguir, devido a motivos geográficos, o passeio dado por Jah Wobble através do Lea Valley, escutando os temas deste cd nos auscultadores, sugerimos um passeio a pé ao longo da costa com o mar a servir de paisagem na companhia deste belo e envolvente “Spinner”.

20.2.26

Brian Eno - "Neroli"


Brian Eno
"Neroli"
(Thinking Music Part IV)
All Saints
1993

Brian Eno - composed, recorded, design.
Neroli: Thinking Music, Part IV - 57:56


“Neroli” surge na discografia de Brian Eno como o quarto capítulo da série “Thinking Music”, cujos títulos anteriores foram “Music For Airports”, “Discreet Music” e “Thursday Afternoon”, sendo aquele em que o espaço oferecido ao silêncio nos surge como mais contemplativo e posteriormente desenvolvido nos álbuns “Spinner”, para surpresa de muitos (por acaso deixou o cd tocar/rodar até ao final?) e “Drawn From Life”, tal como fizeram anos antes os King Crimson no álbum “Islands” e Laraaji praticou de forma bem diferente, oferecendo ao ouvinte a possibilidade de incluir o silêncio nas faixas onde desejava no seu magnifico registo discográfico intitulado “Flow Goes The Universe”.


Ao entrarmos na envolvência dos sons que se repercutem no espaço através de uma simples nota, que se dispersa em variantes infinitas, Brian Eno constrói uma peça despida de artifícios, de forma a introduzir o ambiente proporcionador a uma tranquilidade mais-que-perfeita, ao ponto de algumas maternidades no Reino Unido terem usado este trabalho, como refere uma nota impressa no cd, tendo até o próprio artista pensado em criar um tema mais longo do que aquele que se escuta no cd, recorde-se que “Neroli” possui uma única faixa de 57,56 minutos.


Numa excelente colectânea editada por Brian Eno e intitulada “Eno Box I – Instrumentals”, composta de três cds e um livro, podemos encontrar os 4 temas que compõem “Thinking Music” com durações temporais inferiores aos álbuns originais, à excepção do tema fundador “1/1” de “Music For Airports”. Esta magnífica colectânea possui outra caixa intitulada “Brian Eno II – Vocals” também constituída por 3 cds e um livro, ambas são possuidoras de alguns temas bem difíceis de encontrar.


Regressando a “Neroli”, podemos acrescentar que os princípios enunciados para este trabalho discográfico terminam por ser idênticos aos revelados nos discos anteriores, embora desta feita haja espaço a um certo radicalismo em que a “ambient music” surge despida de artifícios, possivelmente como resposta de Brian Eno a uma certa corrente musical intitulada por alguns de New Age, pretendendo por vezes afirmar-se como “ambient music”, o que na verdade não corresponde à verdade.

Vale a pena descobrir como é bela a “Ambient Music” de Brian Eno.

8.2.26

Brian Eno - "Music For Instalations 1986 - 2017"


 Brian Eno
"Music For Instalations 1986 - 2017"
Opal Records
2018

Brian Eno reúne nesta Box de 6cds diversos trabalhos discográficos que já tinham sido editados e comercializados através do seu site, respeitante a composições destinadas a instalações em Museus e Galerias, uma área a que o músico tem dado uma especial atenção, já que a sua Arte Musical encontra-se perfeitamente associada ao universo da pintura e do vídeo.


Estamos perante uma edição que nunca é demais saudar, pelas descobertas que nos oferece, já que muitos temas são inéditos, para além de vir acompanhada por um livro de 64 páginas, que nos oferece a oportunidade de contextualizar o universo de Brian Eno no interior da Arte Contemporânea.

31.1.26

Brian Eno - "Small Craft on a Milk Sea"


Brian Eno
"Small Craft on a Milk Sea"
Warp Records
2010


Quando o cineasta neo-zelandês Peter Jackson decidiu realizar a película “Lovely Bones” / “Visto do Céu”, que ofereceu a Stanley Tucci um dos seus mais difíceis e extraordinários desempenhos da sua carreira, surgindo quase irreconhecível na película, ao mesmo tempo que nos dava a conhecer o enorme talento dessa jovem actriz chamada Saoirse Ronan, decidiu entregar a banda sonora do filme a Brian Eno que, de imediato, iniciou o respectivo trabalho de composição contando com a colaboração do guitarrista Leo Abrahams, que tinha participado com ele no tour de promoção do álbum “Everyting That Happens Will Happen Today” assinado a duas mãos com David Byrne, o ex-lider dos Talking Heads. “. No entanto alguns dos temas compostos por Brian Eno para “Lovely Bones” não foram incluídos na banda sonora por decisão do cineasta, que optou por juntar outros temas anteriormente gravados pelo músico.


Entretanto Brian Eno deixa a editora All Saints Records e assina contrato discográfico com uma nova editora, a “Warp” que tem optado no seu catálogo por divulgar muita da música electrónica que tem surgido no século XXI, surgindo assim Brian Eno como uma das mais-valias da editora.

“Small Craft on a Milk Sea” irá ser o álbum de estreia de Brian Eno na “Warp” contando com a colaboração de Leo Abrahams e Jon Hopkins e decide gravar a totalidade dos temas que tinha composto para “Lovely Bones”, juntando-se a estes três músicos Jez Wiles, que irá surgir nas faixas 4,5,6 e 8 de “Small Craft on a Milk Sea”, a deixar a sua marca techno neste magnifico e surpreendente trabalho de Brian Eno, que aqui regressa a esse Olimpo Musical a que sempre pertenceu.


Ao escutarmos “Small Craft on a Milk Sea” sentimo-nos a navegar de novo nesse universo musical que Brian Eno foi desenvolvendo ao longo dos anos oitenta, com os célebres registos da série genericamente intitulada “Music for Films”, mas com o rigor e a textura de trabalhos como “Apollo” ou “On Land / Ambient 4” em que é possível acompanhar a interligação entre os diversos temas, oferecendo uma continuidade bem homogénea, que nos leva a sentir essa viagem de sonho, pesadelo e eternidade, descobrindo mais uma vez a genialidade deste músico de eleição que não para de nos surpreender.


“Small Craft on a Milk Sea” encerra com chave de ouro a contribuição musical de Brian Eno para a primeira década do século XXI, um trabalho discográfico que é urgente não deixar cair no esquecimento.

27.1.26

Brian Eno - "The Shutov Assembly"


Brian Eno
"The Shutov Assembly"
Opal Records
1992


A música ambiental de Brian Eno possui em “The Shutov Assembly” um dos seus pilares para futuros desenvolvimentos musicais. Este álbum inclui o tema "Ikebukuro" que se filia nessa zona denominada pelo compositor de "Thinking Music". Na página do compositor no YouTube está disponível este trabalho discográfico com novos temas até então inéditos numa nova edição, que se recomenda.