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2.9.26

Paul Auster - "Porquê Escrever?"


Paul Auster
"Porquê Escrever?"
Ficções - Revista de Contos nº.1
Tinta Permanente

Paul Auster neste conto, fala-nos neste conto sobre as suas memórias da adolescência, de uma forma simples e perfeita revelando-nos o seu enorme talento de escritor. Recorde-se que Paul Auster, que infelizmente já nos deixou, por diversas vezes nos ofereceu diversos escritos biográficos que nos permitem um conhecimento deste nome incontornável da literatura contemporânea norte-american. Recode-se que Paul Auster visitou por diversa vezes Portugal, tendo até realizado um dos seus filmes no nosso país.

.../...

«Tinha catorze anos. Era o terceiro ano seguido que os meus pais me mandavam para um campo de férias no estado de Nova Iorque. Passava a maior parte do tempo a jogar basquete e baseball, mas como era um campo misto, havia também outras actividades: serões de convívio, as primeiras lutas corpo-a-corpo desajeitadas com raparigas, incursões para raptar cuequinhas, enfim, as macaquices adolescentes do costume. Também me lembro de fumarmos charutos baratos às escondidas, fazermos camas à francesa, e de entrarmos em guerras imensas de balões cheios de água».

Paul Auster
in "Porquê Escrever?"

31.8.26

Bret Easton Ellis - "Psicopata Americano" / "American Psycho"


Bret Easton Ellis
"Psicopata Americano" / "American Psycho"
Páginas: 540
Puma Editores

O livro que fez enriquecer Bret Easton Ellis, violento e sensual q.b., tendo até sido adaptado ao cinema em 2000, num filme bem fraquinho realizado por Mary Harron e que tinha Christian Bale como protagonista e um elenco feminino inimaginável para quem leu o livro, reparem só nos nomes das protagonistas: Chlöe Sevigny, Reese Witherspoon, Samantha Mathis. Já a feitura do livro e as andanças de editora para editora ficaram famosas devido ao conteúdo do book!

A celebridade de Bret Easton Ellis nascera com o seu livro de estreia "Menos Que Zero" / "Less Than Zero", que teve uma excelente adaptação cinematográfica e se recebeu o título em Portugal de "A Última Viagem em Beverly Hills", realizado por Mark Kanievska, e que nos dava a conhecer um extraordinário actor, desconhecido na época, chamado Robert Downey Jr.!

29.8.26

David S. Garnett - "O Senhor da Terra"


David S. Garnett
"O Senhor da Terra"
Magazine do Fantástico e Ficção Cientifica nº.2
(The Magazine of Fantasy and Science Fiction)
Matriz / Editorial Império

David Stanley Garnett é um escritor inglês que tem dedicado o seu tempo à ficção-científica e fantástico, incluindo para a 9ª arte. Nascido em 1947 viu o seu primeiro romance "Mirror in the Sky" a ser publicado em 1969. Este conto intitulado "O Senhor da Terra" navega na área do Fantástico e nunca é demais referir que alguns dos seus livros são publicados com os pseudónimos de David Ferring e David Lee. Por outro lado algumas edições das obras deste escritor surgem com o nome de David Garnett e aqui convém não confundir com o outro David Garnett nascido em 1892 e falecido em 1981, também ele escritor e britânico e que pertenceu ao famoso grupo de Bloomsbury.


«O encantamento fora poderoso. Tinha envolvido o sangue de sete virgens as quais, devido às recentes explosões de pilhagens e violações, eram relativamente escassas. De qualquer Vad Granite obtivera os necessários ingredientes e fizera-me desaparecer num instante antes que a minha fiel espada rúnica lhe cortasse a cabeça de feiticeiro.»

David S. Garnett
in "O Senhor da Terra”

27.8.26

Luiza Neto Jorge - "Poesia 1960-1989"


Luiza Neto Jorge
"Poesia 1960-1989"
Páginas: 320
Assírio & Alvim

A rua era do Mundo e o café "A Parisiense" do senhor Gouveia, numa das esquinas do Largo do Camões, e ali ía com a minha avó, foi assim, com a idade de um digito, que me cruzei várias vezes com a Luíza Neto Jorge, desconhecendo como era bela a sua poesia.

Anos mais tarde descobri a palavra poética e surrealista e assim a poesia de Luíza Neto Jorge, passou a conviver com as minhas leituras.


IV

Gasto-me à espera da noite
impraticável

fiel
sugo os lábios da noite

invariável caio
nos poços da noite

Gasto-me à espera da noite alheia
amassada de gargalhadas doces e areia

Amor anoitecido vem
tecer-me um vestido
nocturno

Atraiçoo os anúncios luminosos
até a lua nova sabe a ausente
- e eu anavalhei-te com naifas de ansiedade -

Estou à espera da noite contigo
venham as pontes ruindo sob os barcos
venham em rodas de sol
os montes os túneis e deus

Estou à espera da noite contigo
livre de amor e ódio
livre
sem o cordão umbilical da morte
livre da morte

estou
à espera
da noite

Luiza Neto Jorge,
in "A noite vertebrada"

25.8.26

Edward Wellen - "O Tijolo Dourado"


Edward Wellen
"O Tijolo Dourado"
Magazine do Fantástico e Ficção Cientifica nº.5
(The Magazine of Fantasy and Science Fiction)
Matriz / Editorial Império

Edward Wellen (1919 - 2011) dedicou-se ao longo da vida à feitura de short-stories, algumas por sinal bem longas como sucede com o surpreendente "O Tijolo Dourado", fazendo muitas vezes a simbiose entre o policial e a ficção-científica.


«Alguém tossiu. Fora isso, tudo calmo ao longo do Potomac.
Então Stonewall J. Buckmaster tomou consciência de que Maggie Fubb o estava a sacudir. Deu-lhe uma palmada sonolenta. Ela assobiou por entre os dentes, voltou-se para o seu lado da cama e acendeu, com um estalido, a luz que se achava sob o quebra-luz em forma de bailarina.
Tenente, de pé!»

Edward Wellen
in "O Tijolo Dourado

23.8.26

Alfred Hitchcock's Mystery Magazine: "Hitchcock - Assassinos à Solta" / "Killers At Large"


Alfred Hitchcock's Mystery Magazine
"Hitchcock - Assassinos à Solta" / "Killers At Large"
Páginas: 209
Impala

Este volume apresentado por Alfred Hitchcock oferece-nos um conjunto de contos policiais oriundos da sua famosa revista: "Alfred Hitchcok's Mystery Magazine". Estas antologias organizadas pelo famosos Mestre do Suspense, de forma temática, mas nunca repetitiva são uma verdadeira delicia para todos os amantes do livro policial e muitas destas "short-stories" irão ter adaptação televisiva.


"Hitchcock - Assassinos à Solta" / "Killers At Large" é para ser consumido em doses moderadas, nunca leia dois contos seguidos, para não cair em tentações, porque como irá descobrir o crime não compensa.

21.8.26

Paul Dellinger - "O Lobisomen de West Point"


Paul Dellinger
"O Lobisomen de West Point"
Magazine do Fantástico e Ficção Cientifica nº.2
(The Magazine of Fantasy and Science Fiction)
Matriz / Editorial Império

Paul Dellinger graduou-se pelo Roanoke College, Virginia, em 1960, passou os três anos seguintes no Exército, sendo destacado, durante os dois últimos anos, para o Information Office em West Point, chegando a director do jornal, que foi onde obteve o pano de fundo para este conto, em que o fantástico invade a célebre Academia Militar. Ao longo dos anos escreveu inúmeras "short-stories, incluindo para a rádio (The Adventures of Hap Hazard9, para além de diversos livros e colectâneas de contos de ficção-científica, para além de diversas revistas como a Fantastic, sendo mais tarde os textos reunidos e publicados em livro como sucedeu com "Mr. Lazarus and Other Stories".


«Se Maria Ouspenskaia tivesse nascido noutro lugar qualquer que não fosse a Rússia, eu não estaria a contar-lhes nada disto. A maior parte dos filmes em que a majestosa actriz de cabelo branco apareceu, foram anteriores ao meu tempo, mas apanhei alguns na TV, variando de «A Bala Mágica do Dr. Erlich» a «Tarzan e as Amazonas». Quanto a mim, no entanto, o seu mais memorável papel, foi o da velha cigana Maleva, a qual tentava curar Lon Chaney Jr. da licantropia em «O Homem Lobo» e «Frankenstein Contra o Homem Lobo». E isto foi antes de eu me ver frente a frente com ele, em pessoa, - não Chaney mas o verdadeiro.»

Paul Dellinger
in "O Lobisomen de West Point"

20.8.26

"Peregrinação de Fernão Mendes Pinto" - José Ruy


"Peregrinação de Fernão Mendes Pinto"Álbum
Arte: José Ruy
Argumento: José Ruy
Páginas: 52
Âncora Editora


A adaptação para banda desenhada, levada a cabo por José Ruy, dos escritos do século XVI atribuídos a Fernão Mendes Pinto revela-se com uma das mais importantes bandas desenhadas nascidas da criatividade de artistas portugueses.


Recorde-se que José Ruy (1930-2022) é um nome incontornável da banda desenhada portuguesa e iniciou-se aos 14 anos como autor de banda desenhada sendo um ds artistas das célebres revistas "Cavaleiro Andante" e "O Mosquito", ao mesmo tempo que foi autor de 54 álbuns de banda desenhada e a sua arte bem merece ser recordada!

19.8.26

Mary Gaitskill - "Más Companhias" / "Bad behaviour"


Mary Gaitskill
"Más Companhias" / "Bad behaviour"
Páginas: 216
Difusão Cultural

Mary Gaitskill possui um ar muito frágil, de autêntica porcelana e um olhar inocente e sedutor. Nasceu em Detroit e aos 18 anos decidiu ser escritora, diplomou-se pela Universidade do Michigan tendo recebido o Prémio Literário Avery Hopwood e um dia, como não podia deixar de ser, partiu para essa grande metrópole que é a cidade de Nova Iorque, onde acabaria por dar nas vistas, literariamente falando, através das suas short-stories, esse género tão cultivado na América ao longo dos anos, mas sempre tão ignorado no continente Europeu.

As short-stories que a tornaram famosa têm sido publicadas por revistas como a The New Yorker, Esquire ou Harper Magazine, sendo sempre de referir que as suas personagens de eleição são quase sempre oriundas do sexo feminino, embora não sejam modelos repletos de virtudes, antes pelo contrário, já que nos seus contos e romances os assuntos tratados são geralmente considerados tabu por determinados sectores da sociedade, já que nos seus livros a dependência de drogas, a prostituição camuflada e o sado-masoquismo são no fundo personagens recorrentes, mas por vezes sedutoras do leitor, bem demonstrativo do seu valor literário, aliás a própria Mary Gaitskill confessou numa entrevista que uma das suas maiores influência s literárias é Vladimir Nabokov, sendo a outra Flannery O’Connor.


“Joey quis que Daisy se drogasse para ficarem juntos até mais tarde, mas ela disse-lhe que se sentia culpada em relação a David. E além de mais, queria pintar um pouco. Suspirou e olhou para o chão. Tentou libertar-se de Joey quatro vezes, antes que este a deixasse ir embora. Agora é muito tarde para comprar rebuçados pensou Joey, enquanto Daisy saía.”

Mary Gaitskill
in O Namorado de Daisy”

Ao longo do tempo Mary Gaitskill tem alternado a publicação de livros de “short-stories” com romances mas, como alguns devem estar recordados, foi o seu primeiro livro intitulado “Bad Behavior” que lhe abriu de imediato as portas do sucesso e o respectivo reconhecimento literário, tendo sido editado em Portugal pela Difusão Cultural com o título “Más Companhias” e nunca é demais realçar que um dos contos nele incluídos e intitulado “Secretary”, foi de imediato comprado e levado ao grande écran, com o mesmo título, embora o argumento tenha sido um pouco adocicado para não ferir muito as boas consciências.

“A Secretária” / “Secretary” realizado por Steven Shainberg, teve como protagonistas James Spader e Maggie Gyllenhall, tendo obtido o Prémio Especial do Júri do famoso Festival de Sundance, para além de outros inúmeros Prémios Cinematográficos conquistados ao longo do tempo.

A obra literária de Mary Gaitskill é simplesmente magnifica e bem merece ser descoberta, muito em especial as suas “short-stories” e nada melhor do que começar pela leitura de “Bad Behaviour” / “Más Companhias”, o seu livro de estreia, que conquistou de imediato os leitores americanos.

18.8.26

«Tomahawk» Tom - "Luta Sem Tréguas" - Edgar Caygill / Vítor Péon


«Tomahawk» Tom
"Luta Sem Tréguas"
Argumento: Edgar Caygill (Roussado Pinto)
Arte: Vítor Péon
Colecção Condor nº.3
Ano: 1951

Esta banda desenhada de «Tomahawk» Tom é a continuação de "Colt City - A Cidade Sem Lei", publicada no terceiro número da colecção "Condor". Nesta altura ainda estava longe a introdução dos balões na banda desenhada de Vítor Péon, que viria a surgir mais tarde, adaptando o texto de Edgar Caygill (Roussado Pinto) aos novos critérios da banda desenhada. Recorde-se que este "cow-boy" foi uma popular banda desenhada feita por portugueses.

17.8.26

F. Scott Fitzgerald - "O Diamante do Tamanho do Ritz"


F. Scott Fitzgerald
"O Diamante do Tamanho do Ritz" / "The Diamond as Big as The Ritz"
Editorial Presença

«Percy baixou a voz até ser apenas um murmúrio.
- Aviões - sussurrou. - Temos meia dúzia de espingardas anti-áereas e até agora cá nos temos arranjado; mas já houve algumas mortes e muitos prisioneiros. Não é que eu e o pai nos importemos com isso, mas aflige a minha mãe e as meninas e há sempre a hipótese de alguma vez falharmos.»

F. Scott Fitzgerald
"O Diamante do Tamanho do Ritz"
in "A Década Perdida"

15.8.26

Noel Coward - "Nu com Violino" / "Nude With Violin"


Noel Coward
"Nu com Violino" / "Nude With Violin"
Pág.: 142
Livraria Civilização

Uma divertida peça de teatro sobre os "malefícios" e "benefícios" da Arte Moderna, escrita com a elegância, o humor e o bom gosto de quem sabia do assunto: Noel Coward!

Um livro que bem merecia ser reeditado!


«Sebastian - Acho que já não há ninguém que saiba seja o que for sobre pintura. A Arte, tal como a natureza humana, fica fora do nosso alcance."

Noel Coward

14.8.26

Blake & Mortimer - "O Segredo do Espadão" - Vol. 3 - Edgar P. Jacobs


Blake & Mortimer
"O Segredo do Espadão" - Vol. 3 
Argumento: Edgar P. Jacobs
Arte: Edgar P. Jacobs
Páginas: 56
Meribérica

Muitos anos depois do desaparecimento de Edgar Pierre Jacobs esta célebre trilogia das aventuras da dupla "Blake & Mortimer" irá ter uma prequela fruto da criação de outros autores, mantendo uma qualidade incontornável, tanto no desenho dos personagens e da história, como no desenho, o que é raro suceder quando os autores mudam. As aventuras de "Blake & Mortimer" permanecem como uma referência no interior da famosa 9ª arte da escola franco-belga.

13.8.26

Algis Budrys - "A Guerra Acabou"


Algis Budrys
"A Guerra Acabou"
in "11 Grandes Histórias de FC"
Distribuidora de Publicações, Lda
1967

A Ficção-Científica é um género literário que sempre cultivou de forma intensa o género do conto ou "short-story", se preferirem este termo, e por isso mesmo ela irá surgir também por aqui, na secção dedicada à literatura, no intuito de sugerir a leitura de mais alguns contos na passagem do tempo e por favor não me diga que não tem "meia-horita" para ler um conto, no final do dia, verão que até dormem melhor!

"11 Grandes Histórias de FC" / "Il Great Stories of Science-Fiction" , para além de reunir 11 contos magníficos, que irão ser referidos por aqui, possui ainda uma bela introdução de Croff Conklin, o responsável pela selecção desta bela antologia de ficção-científica, que de forma alguma é um género menor!

12.8.26

«Tomahawk» Tom - "Colt City - A Cidade Sem Lei"


«Tomahawk» Tom
"Colt City - A Cidade Sem Lei"
Argumento: Edgar Caygill (Roussado Pinto)
Desenhos: Vítor Péon
Colecção Condor nº.3
Ano: 1951


A banda desenhada feita por portugueses era uma constante nestes anos e Vítor Péon será um desses nomes, enquanto Roussado Pinto escrevia utilizando diversos pseudónimos. «Tomahawk» Tom foi um popular cow-boy na banda desenhada do nosso país, tendo surgido as suas aventuras no célebre "Jornal do Cuto", já com a utilização dos balões com texto, algo que não sucedia nos primeiros anos.

11.8.26

Edgar Rice Burroughs - "John Carter" / "A Princess of Mars"


Edgar Rice Burroughs
"John Carter" / "A Princess of Mars"
Páginas: 224
Saída de Emergência

A ficção-científica através da escrita de Edgar Rice Burroughs, o célebre criador de Tarzan. As aventuras de John Carter teve uma excelente adptação cinematográfica, que bem merece ser redescoberta, já o livro também é excelente e bem merecíamos ter novas edições em português das maravilhosas aventuras de John Carter!

10.8.26

Mandrake - "D.Enigma em O Estranho Turista" - Lee Falk / Phil Davis


Mandrake
"D.Enigma em O Estranho Turista"
Argumento: Lee Falk
Arte: Phil Davis
Mundo de Aventuras nº.s 369 a 385 - 1ªSérie
Ano: 1956

Quando as aventuras de Mandrake surgiram no Mundo de Aventuras, o herói criado pela dupla Lee Falk e Phil Davis, foi baptizado de "D. Enigma", depois o nome original foi adaptado para português e surgiu "Mandraque" e por fim lá conseguimos ter o célebre "Mandrake"! Recorde-se que as aventuras de Mandrake conquistaram uma legião de fans no mundo inteiro incluindo em Portugal, sendo uma personagem que surgiu publicado nas diversas colecções de banda desenhada publicadas pela Agência Portuguesa de Revistas, assim como no "Jornal do Cuto", muitas vezes acompanhadas de aliciantes textos sobre os seus autores.

9.8.26

Lee Killough - "Casa Dividida"


Lee Killough
"Casa Dividida"
Magazine do Fantástico e Ficção Cientifica nº.1
(The Magazine of Fantasy and Science Fiction)
Matriz / Editorial Império

Karen Lee Killough (1942) é medica de profissão e escritora de ficção-científica e policiais, assinando os seus trabalhos como Lee Killough e nesta "short-story" de ficção-científica conta-nos a visita a Aventino, de Selene e Amanda, duas personalidades bem diferentes que partilham o corpo de uma bela jovem.


«Amanda Gail e Selene Randall chegaram a Aventino durante o hiato outonal, quando os últimos dos residentes de Verão tinham voltado aos seus empregos na cidade, ou seguido o Sol para Sul e o influxo de Inverno de esquiadores e patinadores estava ainda a semanas de distância. Aventino mal deu por elas e se a minha companhia de momento não tivesse ido embora, pelo Portão Estelar da Montanha de Diana, para alguma excursão artística interestelar, elas também poderiam nunca ter sido mais do que simples clientes para mim.»

Lee Killough
in "Casa Dividida"

8.8.26

"Iznogoud Vê Estrelas" - René Goscinny / Tabary


Iznogoud
"Iznogoud Vê Estrelas"
Argumento: René Goscinny
Arte: Tabary
Páginas: 46
Asa

Este álbum das aventuras do Grão-Vizir Iznogoud foi publicado pela primeira vez em 1969 e incluiu as seguintes histórias:

- Iznogoud Vê Estrelas;
- O Aluno de Iznogoud;
- O Talismã do Tártaro;
- Chapéu;
- Negros (Re)Tratos.

Recorde-se que as aventuras de Iznogoud são constituídas por um conjunto de pranchas inferiores a uma dezena, ao contrário do que sucedia com Astérix e Lucky Luke, duas personagens também criadas por esse génio do argumento chamado René Goscinny e foi na revista Jacto, que descobri este maravilhoso e turculento personagem que pretendia ficar com o lugar do sultão.

7.8.26

Gustave Flaubert - "Bouvard e Pécuchet"


Gustave Flaubert
"Bouvard e Pécuchet"
Páginas: 298
Cotovia

Quando chegamos à última página das aventuras destes dois amigos em busca do conhecimento através dos livros, sentimos imensa pena por nos termos de despedir de "Bouvard e Pécuchet", o derradeiro livro de Gustave Flaubert que também iria partir com eles e que certamente onde está, deve continuar a fazer umas figurinhas de papel para as pendurar na parede, para não trocar o nome dos personagens que cria para os seus romances, porque o Gustave deve gostar de escutar "Bouvard e Pécuchet" a conversarem sobre a França de Monsieur Macron e este estranho mundo em que vivemos.


Mas também somos obrigados a dizer que Portugal, não mereceu ter uma editora de uma qualidade inquestionável como foi a "Cotovia", que foi obrigada a fechar portas, dona de uma excelente política editorial e que habitava no espaço onde outrora fora a Livraria Opinião, uma referência de uma geração, que está a partir silenciosamente, sem deixar rasto.