“Terje Rypdal / Miroslav Vitous / Jack DeJohnette”
ECM Records
1979
Terje Rypdal – guitar, guitar synthesizer, organ.
Miroslav Vitous – double bass, electric piano.
Jack DeJohnette – drums.
1 – Sunrise (Terje Rypdal) – 8:26
2 – Den Forste Sne (Terje Rypdal) – 6:35
3 – Will (Miroslav Vitous) – 8:01
4 – Believer (Miroslav Vitous) – 6:23
5 – Flight (Vitous/Rypdal /DeJohnette)– 5:25
6 – Seasons (Rypdal/Vitous/DeJohnette) – 7:22
Poderíamos afirmar que estamos perante um trio improvável, ao lermos o nome dos seus componentes: o guitarrista norueguês Terje Rypdal, oriundo da banda de Jan Garbarek, o contrabaixista checo Miroslav Vitous, membro fundador dos Wheather Report e o baterista norte-americano Jack DeJohnette, oriundo do Charles Lloyd Quartet e da galáxia Miles Davis, que nesta altura já tinham todos eles o seu projecto musical em nome próprio.
Recordo-me, numa breve memória, de ter comprado este álbum na saudosa discoteca Roma, em Lisboa (já encerrada), numa edição da ECM, oriunda/fabricada em Espanha e que era mais barata que a oriunda da Alemanha; rapidamente percebi as razões: espessura de vinil diferente e material da capa do álbum de qualidade inferior ou seja, como dizia a minha avó, de Espanha nem bom vento nem bom casamento.
Os seis temas que compõem este álbum são possuidores de um segredo que se irá dar a conhecer ao longo da audição, em que iremos começar por distinguir perfeitamente a música de Rypdal, sem Jon Christensen, mas com Jack DeJohnette a introduzir o seu timbre característico, enquanto nas faixas três e quatro sentimos a chegada de Miroslav Vitous, que até nos surge a tocar piano, evoluindo para o interior do seu universo criado após a saída dos Wheather Report até que, sem darmos por isso, encontramos Jack DeJohnette a comandar as operações e a conduzir-nos pela estrada fora em boa companhia, como se estes três músicos tocassem juntos há décadas. Um álbum fabuloso!
Gravado em Junaho de 1978 no Talent Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Fotogafia da capa do álbum de Dieter Rehn. Fotografia de Roberto Masotti. Produção de Manfred Eicher.
Terje Rypdal em trio, ainda sem os famosos The Chaser e com o incontornável Palle Mikkelborg no trumpete, cuja virtuosidade até chamou a atenção de Miles Davis, que irá gravar o álbum “Aura”, totalmente preenchido com temas de Mikkelborg. Por outro lado este fabuloso “Descender”, que bem merece ser reeditado, foi gravado entre os famosos álbuns do guitarrista norueguês, também em trio, com Miroslav Vitous (ym dos fundadores dos Wheather Report) e Jack DeJohnette. “Descendre” de Terje Rypdal respira criatividade por todas as cordas!
Gravado em Março de 1979, no Talent Studios, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Fotografia da capa do álbum de de Dieter Rehm. Fotografia de Gérard Amsellem. Produção de Manfred Eicher. Todas as composições são da autoria de Terje Rypdal.
Sveinung Hovensje – 6 string electric bass, 4 string electric bass.
Jon Christensen – drums, percussion.
1 – Per Ulv . 8:32
2 – Karusell – 8:08
3 – Stenskoven – 3:41
4 – Waves – 5:38
5 – The Dain Curse – 8:41
6 – Charisma – 6:15
Dez anos depois da sua primeira gravação, o célebre “Bleak House”, o guitarrista e compositor norueguês Terje Rypdal gravou este fabuloso “Waves”, com dois cúmplices habituais: Sveinung Hovensje e Jon Christensen e um nome incontornável na Arte do Trompete Eléctrico, o dinamarquês Palle Mikkelborg, que aqui também assina o tema “Stenskoven”, mas cuja influência na música que se pode escutar neste “Waves” é determinante, oferecendo uma dinâmica que irá de certeza surpreender, de forma bem positiva, o apreciador da música de Terje Rypdal.
Nunca será demais recordar que no interior do jazz, a importância na denominada música de fusão por parte de Palle Mikkelborg foi reconhecida por todos, incluindo Miles Davis, que gravou o célebre álbum “Aura”, todo ele composto de temas da autoria de trompetista dinamarquês, que também produziu aquele que viria a ser um dos últimos trabalhos discográficos desse nome enorme do universo musical que foi Miles Davis, um criador com quem Terje Rypdal confessa ter diversas afinidades, aliás bem visível na sua extensa discografia.
Numa última nota gostaria de vos recomendar a audição do tema de abertura deste álbum, intitulado “Per Ulv”, que sintetiza de forma perfeita tudo aquilo que escrevemos e que se irá tornar numa referência nos concertos de Terje Rypdal.
Gravado em Setembro de 1977, no Talent Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Fotografia da capa do álbum de de Klaus Knaup. Layout de Barbara Wojirsch. Produção de Manfred Eicher. Todos os temas são da autoria de Terje Rypdal, excepto o tema 3 que foi composto por Palle Mikkelborg.
Terje Rypdal – Guitars, Flute. Barre Phillips – Double Bass, Piccolo Bass (faixa 5). Jon Christensen – Percussion, Organ (faixa 5). Erik Niord Larsen – Oboe, English Horn. Sveinung Hovensjo – Electric Bass.
1 - Bend It (Terje Rypdal) – 9:55 2 . Yearning (Terje Rypdal) – 3:22 3 – Icing (T. Rypdal / J. Christensen)– 7:50 4 – What Comes After (Terje Rypdal) – 10:58 5 – Séjours (Barre Phillips) – 3:51 6 – Back Of J. (Barre Phillips) – 4:18
A música de Terje Rypdal, ao contar com o contributo do contrabaixista norte-americano Barre Phillips no álbum “What Comes After", invade espaços até então por explorar, de forma precisa e sedutora! Esta álbum foi gravado a 7 e 8 de Agosto de 1973 no Arne Bendiksen Studio, Oslo por Jan Erik Kongshaug e Produzido por Manfred Eicher. Fotografia da capa e Design de Frieder Grindler.