24.6.26

Leo Smith - “Divine Love”


Leo Smith
“Divine Love”
ECM Records
1979

Leo Smith – trumpet, fluegelhorn,gong, percussion.
Dwight Andrews – alto flute, bass clarinet, tenor saxophone, triangles, mbira.
Bobby Naughton – vibraharp, marimba, bells.
Lester Bowie – trumpet (track 2).
Kenny Wheeler – trumpet (track 2).
Charlie Haden – bass.

1 – Divine Love – 21:47
2 – Tastalum – 6:39
3 – Spirituals: Language of Love – 15:28


Nos dias de hoje este músico, que desde o início dos anos setenta tem desenvolvido uma intensa actividade musical, tem por hábito assinar os seus trabalhos discográficos como Wadada Leo Smith e desde muito cedo se filiou nessa corrente do free-jazz onde pontificava Anthony Braxton, tendo mais tarde partido para o encontro das suas raízes africanas com o jazz, onde irá desaguar a música que se escuta neste álbum surpreendente. Vale a pena descobrir! Gravado em Setembro de 1978 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Design de Peter Brotzmann. Fotografia da capa do álbum de Roberto Masotti. Fotografias de Dani Lienhard, Roberto Masotti, Signe Mahler. Produção de Manfred Eicher. Todos os temas foram compostos por Leo Smith.

A edição de “Divine Love” oferece-nos um texto assinado pelo próprio Leo Smith, sobre a música que se escuta neste trabalho discográfico, ao mesmo tempo que deixa os seus agradecimentos a Manfred Eicher pelas condições de gravação que lhe foram oferecidas. Lester Bowie e Kenny Wheeler tocam apenas na faixa 2, enquanto Charlie Haden surge apenas na faixa 3.

23.6.26

Brian W. Aldiss - "Os Inimigos do Sistema"


Brian W. Aldiss
"Os Inimigos do Sistema"
Magazine do Fantástico e Ficção Cientifica nº.1
(The Magazine of Fantasy and Science Fiction)
Matriz / Editorial Império

«Esta novela tem lugar num futuro longínquo, durante o milionésimo aniversário da criação de uma Utopia totalmente racional e concerne ao que sucede quando um grupo desses Utopiantos encalha num planeta primitivo e selvagem.»

(introdução)


Esta bela colecção intitulada "Magazine do Fantástico e Ficção Cientifica" viu serem editados cinco números na década de 70, do século passado, sendo vendidos ao preço de 40$00 escudos e era a versão portuguesa do célebre "The Magazine of Fantasy and Science Fiction" fundado por Boucher e McComas em 1949.

Nota: "Os Inimigos do Sistema" de Brian W. Aldiss foi reeditado pela Editorial Vega.

22.6.26

21.6.26

Peter Weir - "Master & Commander – O Lado Longínquo do Mundo” / “Master & Commander – The Far Side of the World”


Peter Weir
"Master & Commander – O Lado Longínquo do Mundo” /
“Master & Commander – The Far Side of the World”
(Grã-Bretanha/EUA – 2003) – (138 min./Cor)
Russell Crowe, Paul Bettamy, James D’Arcy.

Peter Weir é um cineasta australiano que tem por hábito construir os seus filmes no interior de parâmetros bem rigorosos, dando sempre atenção a todos os detalhes, seja qual for o género abordado. Neste fabuloso “Master & Commander – O Lado Longínquo do Mundo”, ele tem o dom de conduzir o espectador para o interior do H.M.S. Surprise, em pleno período das Guerras Napoleónicas e assim iremos viver os diversos duelos entre esta Fragata da Marinha Real Britânica e o navio de guerra Acheron, que se encontra ao serviço das forças francesas, embora seja comandado por um astuto Corsário, como iremos descobrir ao longo do filme.


Durante mais de duas horas iremos conviver com a tripulação do H.M.S. Surprise, vivendo os seus temores, escutando as suas superstições, acompanhando a sua luta com as temíveis ondas do Cabo Horn e conhecer essa personagem que gosta de estudar a evolução das espécies, assim como de tocar violoncelo em companhia do capitão do navio, que opta pelo violino, para grande amargura do ouvinte que lhes prepara as refeições.


Tanto Russel Crowe como Paul Bettany, respectivamente o Capitão Jack Aubrey e o médico cirurgião Stephen Maturin do H.M.S. Surprise, oferecem-nos duas personagens bem distintas na forma como observam o mundo que os rodeia, mas a forte amizade que os une irá ultrapassar os desacordos que irão surgir ao longo da perseguição e fuga entre estes dois Príncipes do Mar, sendo os diversos duelos que irão ocorrer entre os dois navios de guerra de um realismo que supera as expectativas do espectador de cinema e aqui muito se deve ao engenho cinematográfico do cineasta, um dos mais brilhantes realizadores australianos a trabalhar na Meca do Cinema.

20.6.26

Philip Glass - "Low Symphony"


Philip Glass
"Low Symphony"
From The Music of David Bowie & Brian Eno
Point Music
1993

Philip Glass oferece novas roupagens musicais a temas de David Bowie e Brian Eno oriundos do célebre período de Berlin dessa longínqua década de 70, que bem merece ser recordada!

19.6.26

Lucky Luke - "O Elixir do Doutor Doxey" - Morris


Lucky Luke
"O Elixir do Doutor Doxey" /"L'Élixir du Docteur Doxey"
Arte: Morris
Argumento: Morris
Páginas: 46
Asa/Público

Um álbum de Lucky Luke numa época em que Morris assumia a responsabilidade também da escrita, Goscinny viria mais tarde, com o seu humor inconfundível! O temível charlatão Dr. Doxey irá surgir em outras histórias de Lucky Luke, que não lhe irá dar tréguas, desmascarando-o por diversas vezes, recorde-se que o "médico" é também um batoteiro no poker e gosta de usar a pistola à traição.

18.6.26

Auguste Renoir - "Patineurs au bois de Boulogne"


Auguste Renoir
"Patineurs au bois de Boulogne"
Óleo sobre tela
72,1 x 89,9 cm.
Ano: 1868


Auguste Renor - (1841 - 1919) - embora o pintor não goste da neve, porque sente sempre muito frio durante o Inverno, quando esta estação enche Paris de Neve no distante século XIX, ele deciu pintar este quadro datado de 1868, em que vemos no célebre Bois de Boulogne as pessoas a divertirem-se a patinar na neve apesar do frio que certamente se fazia sentir.

17.6.26

Ernst Lubitsch - “O Céu Pode Esperar” / “Heaven Can Wait”


Ernst Lubitsch
“O Céu Pode Esperar” / “Heaven Can Wait”
(EUA – 1943) – (112 min./Cor)
Don Ameche, Gene Tierney, Charles Coburn.

Quando alguns “cinéfilos” conversam sobre “O Céu Pode Esperar”, terminam por vezes por falar apenas no “remake” de Warren Beatty, esquecendo-se do fabuloso original desse artífice chamado Ernst Lubitsch que, em “Heaven Can Wait”, nos oferece o seu refinado bom gosto, mesmo quando estamos às portas do inferno conversando com Lucifer, como irá suceder no início da película com Henry (Don Ameche), que nos irá contar a sua vida desde que nasceu, passando pelo seu encontro fatal com a bela Martha (Gene Thierney) e…


Um dos aspectos mais interessantes desta genial película, para além dos créditos iniciais surgirem em ponto de cruz (algo que a senhora aqui de casa adorou), passa pela caracterização das personagens, muito em especial a passagem dos anos pelo casal Henry e Martha, ao ponto de que quando encontramos Don Ameche já a entrar no “Inverno da vida”, descobrimos o Don Ameche de “Cocoon”!


Numa época em que o cinema clássico anda tão esquecido nos nossos canais televisivos, a memória do cinema bem merecia ter um espaço, em que fosse possível (re)vermos as películas que fizeram do Cinema a Sétima Arte, como sucede com este fabuloso filme de Ernst Lubitsch!