2.8.26

The Nitty Gritty Dirt Band - "Dream"


The Nitty Gritty Dirt Band
"Dream"
United Artists Records
1975

Foi no programa de rádio "Country - Música da América" que Jaime Fernandes nos apresentou a The Nitty Gritty Dirt Band referindo-se a eles como uma verdadeira instituição musical e na realidade esta definição é perfeita, porque basta escutar o álbum "Dream" fica tudo dito!

Blake e Mortimer - "O Segredo do Espadão" - Vol. 2 - Edgar P. Jacobs


Blake e Mortimer
"O Segredo do Espadão" - Vol. 2
Arte: Edgar P. Jacobs
Argumento: Edgar P. Jacobs
Páginas: 56
Meribérica

Uma das mais célebres aventuras da dupla "Blake e Mortimer" que virá a ter direito a passar ao maravilhoso universo do cinema de animação e que se encontra disponível em dvd.

Robert Indiana - "Love Rising"


Robert Indiana
"Love Rising"
Acrílico sobre tela, 4 painéis.
370 x 370 cm.
Ano: 1968
Museum Moderner Kunst, Viena.

James Neilson - “Duelo de Gigantes” / “Night Passage”


James Neilson
“Duelo de Gigantes” / “Night Passage”
(EUA – 1957) – (90 min./Cor)
James Stewart, Audie Murphy, Dan Duryea.

Embora o ideal seja vermos os filmes em directo na televisão, para não termos a surpresa de a película ser retirada da programação, o canal AMC tem cumprido com os filmes que anuncia e por isso mesmo sugerimos, tendo em conta o horário de exibição, que grave este filme, porque ele é um excelente exemplo desse género cinematográfico denominado “Western”, por onde passaram os mais diversos cineastas e realizadores, muitos que fizeram do “Western” uma Arte, como John Ford, Howard Hawks e Anthony Mann, mas por onde andaram também realizadores cujos nomes foram apagados pela memória do tempo e eles bem merecem ser recordados.


James Neilson é precisamente um desses realizadores, que fez a maior parte da sua profissão na televisão, participando em mais de 50 séries, incluindo algumas bem famosas como “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Bonanza”, “O Fugitivo”, “Ironside” e “Longstreet”, só para citar aquelas que eu conheço, mas também fez inúmeros telefilmes e cinema para o grande écran onde se destaca precisamente este magnifico “western” intitulado “Duelo de Gigantes” / “Night Passage”, com James Stewart e Audie Murphy (sem bigode), a nos oferecerem o seu enorme talento, ao protagonizarem a figura de dois irmãos bem diferentes, um que é encarregado de transportar o dinheiro dos ordenados para os trabalhadores do caminho–de-ferro, enquanto o outro é líder do bando que aterroriza a região. Mas o argumento é mais complexo, do que parece e James Neilson, é senhor de uma forte direcção de actores e realiza um magnifico western, onde não faltam a presença feminina e a emoção.


“Duelo de Gigantes surge assim como um belo retrato dos “westerns” que se faziam na década de cinquenta, do século passado, nessa Hollywood, que começava a lutar com a concorrência do pequeno écran.

1.8.26

Jan Garbarek Quartet - "Afric Pepperbird"


Jan Garbarek Quartet
"Afric Pepperbird"
ECM Records
1970

Jan Garbarek - tenor and bass saxophones, clarinet, flutes, percussion.
Terje Rypdal - guitar, bugle.
Arild Andersen - bass, african thumb piano, xylophone.
Jon Christensen - percussion.

1 - Skarabée - 6:16
2 - Mah-Jong - 1:53
3 - Beast of Kommodo - 12:23
4 - Blow Away Zone - 8:38
5 - MYB - 1:51
6 - Concentus - 0:50
7 - Afric Pepperbird - 7:58
8 - Blupp - 1:08


Este álbum reúne três nomes fundamentais da criatividade da ECM Records - Edition of Contemporary Music: o produtor Manfred Eicher, que nos irá oferecer novos universos musicais sem fronteiras, o engenheiro de som Jam Erik Kongshang, que irá criar as inesquecíveis sonoridades desta editora e Barbara Wojirsch, responsável pelas belas e inesquecíveis capas das edições discográficas. Recordo-me de, um dia, a loja da Valentim de Carvalho, situada na Rua Nova de Almada, em Lisboa, ter feito a montra apenas com as capas da ECM Records e aquilo que descobríamos era uma bela exposição de Arte!

A edição deste álbum marca também o primeiro encontro da ECM Records e Manfred Eicher com quatro músicos que irão permanecer na editora de Munique para sempre: Jan Garbarek, Terje Rypdal, Arild Andersen e Jon Christensen. Os três primeiros irão ter os seus próprios grupos, enquanto o último, Jon Christensen, será um dos músicos mais solicitados, participando nos mais variados projectos musicais. Gravado em 22 e 23 de Setembro de 1970 no Bendiksen Studio, Oslo, Gravado por Jan Erik Kongshaug e Produzido por Manfred Eicher. Design de B. & B. Wojirsch e Fotografia de Terje Engh.

Tom Waits - "Nocturnos"


Tom Waits
"Nocturnos"
Páginas: 104
Colecção: Rei Lagarto
Assírio & Alvim

Tom Waits nasceu a 7 de Dezembro de 1949 em Ponoma, Califórnia e será em 1973 que o mundo irá escutar a sua voz ainda pouco rouca e a sua genial poesia, acompanhada por esse piano que, como ele disse numa song, esteve a beber, não ele pianista, mas sim essas teclas onde os blues navegam de forma sublime e assim nascia "Closing Time" o seu álbum de estreia; depois, bem depois Tom Waits seguiu on the road, tal como Jack Kerouac, essa boa influência, cuja memória termina sempre por navegar nos inesquecíveis poemas de Tom Waits e onde a música também possui uma voz única. Aqui vos deixo o belo poema "Muriel" incluído no seu trabalho discográfico "Foreign Affairs" e incluído nos seus livros de poesia.


Muriel

Desde que deixaste a cidade, Muriel, os clubes fecharam
E há mais um candeeiro fundido na rua principal
Ali onde costumávamos passear.
Muriel, ainda assombro os meus velhos antros
E tu segues-me sempre onde quer que vá
Muriel, vejo-te num sábado à noite na casa de jogos
Com o cabelo apanhado, atrás
E aquele brilho de diamante no olhar
É a única aliança que alguma vez te comprarei Muriel.
E, Muriel, quantas vezes abandonei esta cidade
Para me esconder da tua memória
Que me persegue
Mas nunca vou além do bar mais próximo
Onde compro outro charuto barato e te encontro em cada noite
Muriel, Muriel...
Olá amigo, tem lume?

Tom Waits
(Tema incluído no álbum "Foreign Affairs”)

Ray Johnson - "Elvis Presley No.1"


Ray Johnson
"Elvis Presley No.1"
Têmpera e tinta sobre papel de jornal
27,9 x 20,6 cm.
Ano: 1955

Lone Scherfig - “Heróis da Nação” / “Their Finest”


Lone Scherfig
“Heróis da Nação” / “Their Finest”
(Grã-Bretanha/Suécia/França – 2016) – (117 min./Cor)
Gemma Arterton, Sam Claflin, Bill Nighy, Jeremy Irons.

Estamos perante um filme de uma enorme actualidade tendo em conta como os media abordam as imagens dos conflitos no mundo e muito em especial a forma como os acontecimentos da guerra na Ucrânia surgem tratados de forma bem cinematográfica.


Recorde-se que durante conflitos como a Guerra de Espanha, Segunda Grande Guerra, Vietname entre outros, foram alguns os cineastas que foram para o terreno para registar os acontecimentos originando posteriormente o nascimento de filmes que virão a marcar decididamente a História do Cinema.

Por outro lado o denominado cinema de propaganda ofereceu durante a Segunda Grande Guerra um contributo enorme no esforço de guerra e informação junto da opinião pública levantando a moral, como sucedia com a série "Why We Fight", que tinha direcção do cineasta Frank Capra.


Tudo isto vem a propósito deste extraordinário filme intitulado “Heróis da Nação” / “Their Finest”, que nos conta a história de uma secretária que se torna argumentista de filmes de propaganda, numa pequena equipa de produção inglesa durante o período em que a aviação Nazi bombardeava a ilha que nunca se rendeu. As interpretações estão acima de qualquer suspeita, basta verem os nomes, ao mesmo tempo que se confirma que Gemma Arterton é uma das maiores actrizes da sua geração.


A cineasta dinamarquesa Lone Scherfig oferece-nos um filme onde tudo é perfeito. "Heróis da Nação" / "Their Finest" respira cinema por todos os fotogramas!