6.7.26

Jan Garbarek Group - “Photo With Blue Sky, White Cloud, Wires, Windows and a Red Roof”


Jan Garbarek Group
“Photo With Blue Sky, White Cloud, Wires, Windows and a Red Roof”
ECM Records
1979

Jan Garbarek – tenor saxophone, soprano saxophone.
Bill Connors – electric guitar, acoustc guitar.
John Taylor – piano.
Eberhard Weber – bass.
Jon Christensen – drums.

1 – Blue Sky – 6:41
2 – White Cloud – 9:03
3 – Windows – 6:42
4 – Red Roof – 7:45
5 – Wires – 5:18
6 – The Picture – 8:03

Nestes anos de jazz europeu de Jan Garbarek, a formação em quarteto era a geralmente eleita pelo saxofonista norueguês, embora ele se tenha iniciado com um quinteto, mas o quarteto tradicional era a norma; neste álbum tal não irá suceder, porque a ele se irá juntar o guitarrista norte-americano Bill Connors, oriundo da banda de jazz-rock “Return to Forever” liderada por Chick Corea, criando uma sonoridade bem diferente do habitual nos quartetos de Jan Garbarek, mas para a qual é fundamental o contributo do pianista britânico John Taylor, membro do célebre trio de jazz Azimuth.

Outra particularidade deste magnífico álbum prende-se com o facto de o título dos temas terem nascido a partir de uma fotografia tirada pelo contrabaixista alemão Eberhard Weber, que figura na capa deste belo trabalho discográfico, intitulado precisamente “Photo With Blue Sky, White Cloud, Windows and a Red Roff”.

Gravado em Dezembro de 1978 no Talent Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Fotografia da capa do álbum de Eberhard Grames. Fotografia da contracapa do álbum de Michal Heeg. Design de Barbara Wojirsch. Produção de Manfred Eicher. Todos temas foram compostos por Jan Garbarek.

"Daniel Schmid" - Vários Autores


"Daniel Schmid"
Vários Autores
Páginas: 44
Cinemateca Portuguesa

Em Novembro de 1993 realizou-se uma retrospectiva do cineasta Daniel Schmid na Cinemateca Portuguesa em Lisboa e no Cinema Gil Vicente em Coimbra, tendo sido editado este catálogo com o alto patrocínio da Embaixada Suíça e a colaboração da Fundação Pro Helvetia, composto de um ensaio assinado por Rudolph Julia intitulado "O Rirual do Desejo" e textos críticos sobre os filmes do Daniel Schmid da responsabilidade de João Bénard da Costa, José Manuel Costa, Doris M. Traut, Michael Katz e José Navarro de Andrade, completando-se este catálogo com uma bio-filmografia do cineasta, para além do habitual calendário do ciclo que lhe foi dedicado.

Félix Buhot - "La Butte des Moulins lors du percement de l'avenue de l'Opéra"


Félix Buhot
"La Butte des Moulins lors du percement de l'avenue de l'Opéra"
Óleo sobre tela
49 x 58,8 cm.
Ano: 1878
Musée Carnavalet, Paris.

Robert J. Flaherty - "Louisiana Story"


Robert J. Flaherty
"Louisiana Story"
(EUA – 1948) - (77 min. - P/B)
Josepj Boudreaux, Lionel Blanc, Frank Hardy.

Robert Flaherty, ao longo da sua carreira de documentarista, sempre sentiu uma certa apetência para nos dar a luta do homem com a natureza, filmando o seu quotidiano de forma a nos oferecer o olhar virgem dos protagonistas perante o cinema, que sempre causou um enorme fascínio junto dos espectadores dos seus filmes.


“Louisiana Story” convida-nos a visitar esses pântanos inóspitos da Louisiana, guiados pelo olhar inocente do seu herói. Iremos assim seguir o jovem cajun ao longo da sua viagem pelos pântanos, no seu pequeno barco e na companhia do seu pequeno amiguinho, umas vezes a observar os pássaros, outras a seguir atentamente as movimentações dos crocodilos, sempre traiçoeiros, em busca das suas presas.

Napoleon-Ulysse Latour (Joseph Boudreaux) irá ser despertado dos seus sonhos de criança quando escuta explosões na região. De imediato segue o ruído, para descobrir no rio um enorme “derick”, a instalar uma plataforma petrolífera, com vista a extrair petróleo do subsolo.


De forma profundamente naturalista, Robert Flaherty (numa encomenda da Standard Oil Company), oferece-nos não o confronto entre a máquina e a natureza, mas sim a sua visão do progresso em perfeita harmonia com a paisagem.

Ao verem a criança no rio na sua pequena embarcação, a olhar para aquele enorme “monstro” de ferro e aço, os trabalhadores da plataforma convidam o jovem cajun a visitar as instalações e de imediato nasce uma amizade cristalina entre aqueles seres. Como não podia deixar de ser o pequeno Latour, ao regressar a casa, conta entusiasmado aos pais o que está a acontecer no rio.


A forma como Richard Leacock, o director de fotografia nos oferece o desenrolar dos trabalhos na plataforma, a fim de ser extraído o petróleo do subsolo, revela-se uma sequência de antologia, porque ele filma a plataforma como se fosse um bom gigante que invadiu a natureza, para apenas melhorar a vida dos homens. E quando sucede o acidente no poço artesiano, iremos assistir a esse momento mágico em que o pequeno Latour irá ajudar a resolver o problema, através da sua “sabedoria de criança”.


Terminados os trabalhos, chega o momento do poderoso “derick” e os seus tripulantes abandonarem a região, em busca de outros lugares para continuarem a sua missão e será então que vemos por breves instantes a tristeza no rosto do jovem que se despede deles, rapidamente substituída por um sorriso aberto, enquanto acena com a mão para os seus companheiros de aventuras porque, como sabemos, não há longe nem distância para a amizade entre os homens.

5.7.26

Bowie & Eno meet Glass - "Heroes" / "Low" Symphonies"


Bowie & Eno meet Glass
"Heroes" / "Low" Symphonies"
Philips
2003

Em boa hora a Philips decidiu editar em cd duplo os dois trabalhos discográficos de Philip Glass dedicados à música de David Bowie e Brian Eno, que se encontravam à muito esgotados. Já o terceiro da famosa trilogia de Berlin de Bowie/Eno irá também ser revista pelo compositor norte-americano que assim a irá rebaptizar de "Symphony nº.12 Lodger" em 2018.

Alix - “Iorix O Grande” - Jacques Martin


Alix
“Iorix O Grande” / “Iorix Le Grand”
Arte Jacques Martin
Argumento: Jacques Martin
Páginas: 56
Asa / Público


Esta aventura de Alix intitulada " “Iorix O Grande” /“Iorix Le Grand” foi publicado pela primeira vez na Revista Tintin (belga) a 2 de Fevereiro de 1971 (nº.5 do 26º ano), sendo concluída a 17 de Agosto de 1971 (nº.33 do 26º Ano), tendo surgido publicada em álbum no ano seguinte, 1972. Todos os volumes desta colecção editada pela Asa e jornal "O Público", dedicada ao personagem criado por Jacques Martin, o célebre Alix, oferecem-nos um texto assinado por Carlos Pessoa.

Luigi Loir - "La Construction du métropolitain"


Luigi Loir
"La Construction du métropolitain"
Óleo sobre tela
101,5 x 203 cm.
Ano: 1900
La Piscine - Musée d'Art et d'Industrie André-Diligent, Roubaix.

Brad Bird / Jan Penkava - “Ratatui” / “Ratatouille”


Brad Bird / Jan Penkava
“Ratatui” / “Ratatouille”
(EUA – 2007) – (111 min. / Cor)

“Ratatouille” é a oitava longa-metragem da Pixar, produtora criada por John Lesseter, que se associou ao gigante Disney e depois de se ter dado muito bem com a parceria, terminou por partir com a Pixar para o Universo Disney. E tudo graças a esse génio chamado John Lesseter que, em 1995, surpreendeu o mundo com o seu “Toy Story” e que desde então, nunca mais parou. Basta recordar as obras que têm saído desta verdadeira fábrica de magia para ficar tudo dito: “Toy Story”, “Vida de Insecto” / “A Bug’s Life”, “Toy Story 2”, “Monstros” / “Monsters Inc.”, “À Procura de Nemo” / “Finding Nemo”, “The Incredibles – Os Super Heróis”, “Carros” / “Cars”, “Ratatui” / “Ratatouille”, “Wall-E” e “À Procura de Dory” / “Finding Dory”.


John Lesseter, ao longo dos anos, tem sido o grande dinamizador da companhia, mas para o seu enorme sucesso contribuiu também o seu encontro com Brad Bird, esse menino-prodígio que, aos 13 anos de idade, terminou o seu primeiro filme de animação, o qual depois de ter sido visto por alguns, despertou os apetites dos Estúdios Disney.

Brad Bird trabalhou na famosa série “Os Simpsons” / “The Simpsons”, antes de realizar a longa-metragem “The Iron Giant” em 1999. Mas seria com “The Incredibles” / “Os Super-Heróis” (2004), que irá conhecer a fama. Seguindo-se três anos depois este maravilhoso filme intitulado “Ratatouille”.


Mais uma vez temos na história do cinema de animação um rato como personagem principal, sendo o mais famoso de todos, como todos sabemos, o conhecido Rato Mickey (Mickey Mouse), que um dia Walt Disney criou, depois de ter reparado no rato que andava pelo local onde fazia os seus desenhos. Já os leitores da minha geração certamente se recordam do “Super-Rato”, que nos animava as tardes de televisão, aos fins-de-semana, nessa época em que o preto e branco era a única “cor” disponível. E sempre que íamos ao cinema em crianças, lá estavam os nossos amigos "Tom e Jerry", criados por essa dupla fabulosa constituída por Joseph Barbera e William Hanna. Depois tivemos o espantoso Fievel de “The American Tail” / “Fievel – Um Conto Americano”,ficando na nossa memória, aquele “Somewhere”, tão delicioso no final da película. Até que chegamos a este candidato a Super-Chefe da Cozinha chamado Remy.


Remy não é um rato qualquer, que come tudo o que encontra, ele é alguém que adora juntar dois sabores na boca e descobrir um novo paladar. Ele recusa-se a comer os restos que andam pelo campo, como faz a sua família e em especial o seu irmão. Mas no dia em que descobriu uma casa onde podia inventar novas receitas, com produtos de qualidade, percebeu que estava fadado para ser um verdadeiro Maitre. E será nessa mesma casa que a sua vida irá mudar para sempre, ao ler o livro de receitas do famoso August Gusteau, que lhe irá abrir para sempre, as portas da alta cozinha. Porém tudo se complica ao ser descoberto pela dona da casa, sendo obrigado a fugir juntamente com a sua enorme família. Porém tudo corre mal e no meio da confusão é levado pelas águas do Sena, através dos famosos canais subterrâneos que banham a cidade das luzes.


Quando menos espera descobre que está em Paris e rapidamente descobre o restaurante do falecido August Gusteau, o seu idolatrado Mestre. Decididamente tinha encontrado a sua casa. E será ali, que se irá cruzar-se com o jovem Linguini, o filho incógnito de August Gusteau. Mas o rapaz nada sabe de cozinha e será Remy que, escondido no seu cabelo, lhe irá dar as indicações para a feitura das suas famosas criações. No entanto esta dupla irá ter de se confrontar com o poderoso Chefe Skinner, que só se interessa por novas criações de "fast-food", sempre com o fito do dinheiro. E como um mal nunca vem só, as criações de Remy, despertam a curiosidade do temível e poderoso crítico gastronómico Anton Ego, uma personagem com a voz de Peter O’Toole, que deixa o espectador fascinado. Esta dupla irá ter assim dois adversários para derrotar, embora na sua batalha conquiste uma aliada em Colette, a jovem que não percebe a razão dos melhores Chefes de Cozinha serem todos homens, quando são as mulheres que passam lá a vida.


“Ratatouille” é uma película para crianças e adultos, como já é hábito dos Estúdios Pixar, e desta feita poderemos dizer que estamos perante uma obra-prima do género. Brad Bird, Jan Pinkava e os seus colaboradores criaram um conjunto de personagens verdadeiramente fascinantes.


Se for a Paris, não se esqueça de provar esse famoso prato tradicional chamado “Ratatouille”, feito exclusivamente à base legumes, esse mesmo prato que levou o mais que famoso crítico gastronómico Anton Ego a recordar os seus tempos de infância.